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violência

Judeu ortodoxo esfaqueia seis durante parada gay em Jerusalém

Religioso já foi condenado a 10 anos de prisão por atacar evento em 2005. Três pessoas sofreram ferimentos graves

Yishai Schlissel, o autor do crime, repetiu ataque feito em 2005 | Emil Salman / EFE
Yishai Schlissel, o autor do crime, repetiu ataque feito em 2005 (Foto: Emil Salman / EFE)

Seis pessoas ficaram feridas ontem após um judeu ortodoxo atacar os participantes da Parada do Orgulho Gay em Jerusalém, realizada anualmente sob fortes medidas de segurança devido à oposição de extremistas religiosos.

A polícia israelense informou que o autor do ataque é Yishai Schlissel, um judeu ultraortodoxo que foi condenado a 10 anos de prisão por esfaquear três pessoas em uma parada gay em 2005, também em Jerusalém. Ele saiu recentemente da prisão, segundo a porta-voz da polícia, Luba Samri.

O ataque aconteceu no final da passeata, no centro da cidade, perto da rua Kerem Ayesod, por volta das 19h locais (13h de Brasília).

Segundo testemunhas, o homem surgiu no meio da multidão e apunhalou os participantes. Ele teria corrido atrás de manifestantes e foi parado por um policial.

De acordo com Yonatan Yagodoski, porta-voz da Maguen David Adom (MDA, a Estrela de David Vermelha, equivalente à Cruz Vermelha), três pessoas sofreram ferimentos graves. “Levamos a hospitais seis pessoas com perfurações de faca. Três sofreram ferimentos graves e outras três estão em situação moderada. Dois deles foram transferidos ao hospital Shaare Zedek, e os demais ao Hadassah Ein Karem”, informou Adom.

Uma adolescente foi internada em estado crítico, mas os médicos conseguiram salvá-la. Outras duas pessoas sofreram lesões graves e permanecem internadas. As outras três tiveram ferimentos leves e já receberam alta.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou com dureza o ataque. “É um caso muito grave e levaremos perante a justiça os responsáveis por este ato. No Estado de Israel, a liberdade de escolha do indivíduo é um dos valores básicos”, afirmou. O ministro de Segurança Interior, Gilad Erdan, convocou comandantes da polícia para analisar como Shlissel burlou o esquema de segurança.

Cerca de 5 mil pessoas participaram do ato. A marcha que acontece anualmente em Jerusalém é menor e mais contida do que a marcha do orgulho gay realizada em Tel Aviv no mês de março. Neste ano, 100 mil pessoas participaram.

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