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Chile

Juiz concede liberdade condicional para viúva e filhos de Pinochet

Detenção dos parentes do ex-ditador foi efetuada pela polícia nesta quinta-feira (4). Contas secretas foram descobertas há três anos no Banco Riggs, nos EUA

Vídeo | Reprodução RPC TV
Vídeo (Foto: Reprodução RPC TV)

O juiz chileno Carlos Cerda concedeu nesta sexta-feira (5) liberdade condicional para a viúva do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, Lúcia Hiriart, seus cinco filhos e outras 16 pessoas. Elas haviam sido detidas na quinta-feira sob acusação de malversação e desvio de verbas públicas para contas bancárias no exterior.

A medida só não inclui o testamenteiro de Pinochet, Oscar Aitken, que não havia se apresentado aos tribunais.

Os cinco filhos do ex-ditador haviam sido transferidos na tarde de ontem da unidade policial onde estavam provisoriamente para duas prisões, sob um forte esquema de segurança, segundo a televisão chilena.

Augusto e Marco Antonio Pinochet Hiriart foram transferidos para o centro penitenciário Santiago 1, e Lucia, Maria Veronica e Jacqueline Pinochet Hiriart ficaram na prisão de mulheres conhecida como Centro de Orientação Feminino.

Logo após sua prisão, a viúva de Pinochet, Lucía Hiriat, passou mal e foi internada de emergência no Hospital Militar de Santiago.

O juiz disse que há "sólidas indicações de que eles se beneficiaram dos desvios de dinheiro" ocorridos durante a ditadura de Pinochet -que durou de 1973 a 1990.

Herança familiar

Os filhos de Pinochet são Augusto, Lucía, Verónica, Jacqueline e Marco Antonio, que já apareceram envolvidos anteriormente na investigação do caso.

Também estão na lista os generais reformados Guillermo Garín e Jorge Ballerino, ex-chefes da chamada "Casa Militar", que foi um comitê de assessoria militar que Pinochet manteve nos últimos anos de sua ditadura.

Também é citado Ambrosio Rodríguez, um dos advogados de defesa de Pinochet e que durante seu regime ostentou o cargo de "procurador-geral da República", que foi suprimido após ser restabelecida a democracia.

A investigação

A investigação sobre a fortuna de Pinochet foi aberta em 2005, após ser descoberto que ele mantinha contas secretas no Riggs Bank, dos Estados Unidos, e em outras entidades, nas quais tinha acumulado uma fortuna superior a US$ 26 milhões (cerca de R$ 52 milhões).

Ao falecer, em 10 de dezembro de 2006, Pinochet também já era acusado de desvio de fundos públicos.

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