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Luigi Mangione, o homem de 27 anos acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, não enfrentará a pena de morte em seu processo federal, após uma juíza ter rejeitado nesta sexta-feira (30) as acusações que poderiam levar a essa sentença.
A juíza Margaret Garnett concordou em retirar as acusações três e quatro, assédio interestadual e homicídio com arma de fogo, que eram as acusações que tornavam o caso federal potencialmente passível de pena capital.
Mangione também está sendo processado na Justiça estadual de Nova York, estado onde não há pena de morte.
Garnett explicou em um documento judicial que sua decisão de suprimir a pena de morte decorreu da necessidade de que as acusações devem atender à definição legal federal de “crime violento” como questão de direito, algo que ela considera atendido apenas nas acusações um e dois: perseguição interestadual e uso de comunicações eletrônicas para perseguir, resultando em morte.
Se condenado, Mangione enfrenta uma pena máxima de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Garnett deu à promotoria até 28 de fevereiro para recorrer.
Mangione é acusado de ter matado o CEO da seguradora de saúde UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024.
Quando foi preso dias depois na Pensilvânia, ele estava com uma espécie de manifesto contra seguradoras de saúde. Mangione se tornou um ídolo de radicais de esquerda, que compareceram para apoiá-lo durante uma audiência no Tribunal Federal dos EUA em Manhattan nesta sexta-feira.
Nesta semana, um morador de Mankato, no estado de Minnesota, foi indiciado após ter aparecido no Centro de Detenção Metropolitano, no distrito nova-iorquino do Brooklyn, onde Mangione está preso, e falado aos funcionários da prisão que era um agente do FBI com documentos assinados por um juiz autorizando a libertação dele. Os guardas descobriram a farsa e prenderam o homem.







