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Problemas logísticos

Justiça adia segunda audiência de Maduro e esposa nos EUA

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O ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, aguardam segunda audiência em 26 de março nos EUA (Foto: Miguel Gutiérrez / (EPA) EFE)

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O ditador capturado da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, voltarão a se apresentar perante a Justiça dos EUA no final de março devido a "problemas logísticos e de planejamento" que não foram detalhados pelo Ministério Público.

Inicialmente, eles deveria retornar ao tribunal federal de Nova York, onde ocorre o julgamento, no próximo dia 17.

De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), houve consentimento da defesa dos venezuelanos, liderada pelo advogado Barry Pollack, e do juiz Alvin Hellerstein no pedido. Pollack, conhecido por representar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, tenta livrar Maduro e Flores de uma prisão perpétua nos EUA.

Segundo o procurador federal Jay Clayton, o adiamento é necessário para que a acusação "apresente provas" e para que a defesa tenha "uma oportunidade adequada para analisá-las" antes de apresentar moções pré-julgamento. Essa troca de provas, segundo ele, será crucial para determinar o rumo do processo.

O ditador capturado e sua esposa se apresentaram pela primeira vez perante uma corte americana em 5 de janeiro, dois dias após a captura em uma operação militar noturna dos EUA em Caracas.

Os dois alegaram inocência de todos os crimes federais pelos quais são acusados, relacionados a narcoterrorismo, conspiração e tráfico de drogas, e disseram ser "prisioneiros de guerra".

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