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Escândalo

Kahn reconhece “deslize moral”

Ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional falou pela primeira vez à televisão francesa sobre a acusação de estupro de uma camareira

Ex-diretor-gerente do FMI retornou à França na semana passada, depois que o promotor de Nova York retirou as acusações de tentativa de estupro | Francois Guillot/AFP Photo
Ex-diretor-gerente do FMI retornou à França na semana passada, depois que o promotor de Nova York retirou as acusações de tentativa de estupro (Foto: Francois Guillot/AFP Photo)

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse ontem que a Grécia é in­­capaz de pagar sua dívida e que os credores terão de se conformar com perdas no débito que possuem. "A Grécia ficou mais pobre, nós podemos dizer que os gregos conseguirão pagar por si próprios, mas eles não conseguem", disse Strauss-Kahn em entrevista ao ca­­nal TF1 da televisão francesa. "Existe uma perda e ela precisa ser absorvida por go­­vernos e bancos", disse.

Em outros comentários, Strauss- Kahn lamentou o incidente que ocorreu em um quarto do Sofitel de Nova York em maio, quando foi acusado de tentar estuprar uma camareira. Ele afirmou que o incidente não envolveu nenhuma violência e nem nada ilegal, embora tenha reconhecido que foi um "deslize moral".

Strauss-Kahn foi inocentado de todas as acusações no final de agosto, após ter deixado seu cargo no FMI. Strauss-Kahn disse que não participará das eleições presidenciais francesas em 2012, o que era sua intenção antes do incidente em Nova York. "Eu perdi meu encontro com o povo francês", ele disse.

"Eu penso que aquilo foi um deslize moral e não tenho orgulho disso. Eu lamento isso infinitamente. Eu lamentei todos os dias nos últimos quatro meses", disse Strauss-Kahn. Os primeiros comentários de Strauss-Kahn mos­­travam raiva contra sua acusadora, a camareira Nafissatou Diallo, uma imigrante da Guiné. Ele disse que a promotoria de Nova York concluiu que "Nafissatou Diallo mentiu sobre tudo – não apenas sobre o passado dela, isso não tem importância, mas também sobre o que aconteceu. O relatório da promotoria diz, está escrito lá, que ela apresentou tantas versões diferentes do que aconteceu que eu não posso acreditar em nenhuma palavra".

Strauss-Kahn sugeriu que Dial­­lo teve motivações financeiras pa­­ra acusá-lo. Ele também disse que as acusações feitas por uma escritora francesa, de que ele tentou es­­tuprá-la em 2003, são pura "imaginação".

A escritora Tristane Ba­­non disse que Strauss-Kahn tentou estuprá-la em um apartamento vazio durante uma entrevista.

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