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Kim Jong-un foi “reeleito” neste domingo (22) secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia durante o 9º Congresso da legenda, realizado em Pyongyang. Com a recondução ao cargo, ele permanece como líder máximo da Coreia do Norte. A decisão de mantê-lo na liderança da legenda foi aprovada por “unanimidade” no quarto dia do congresso, segundo informou nesta segunda-feira (23) a agência estatal norte-coreana KCNA.
De acordo com a KCNA, a recondução reafirma a “alta confiança e o sincero apoio” do partido, do “governo” e do “povo” a Kim. A agência destacou que, sob liderança do ditador, a “dissuasão militar” do país foi “radicalmente melhorada”, com as forças nucleares como eixo central da estratégia de defesa.
A “reeleição” de Kim gerou manifestações de apoio de alguns países aliados do regime norte-coreano. O ditador da China, Xi Jinping, felicitou Kim, afirmando, segundo a agência estatal chinesa Xinhua, que a “recondução” demonstra a “alta confiança” do partido e do “povo norte-coreano” e reiterando o compromisso de “fortalecer as relações bilaterais entre Pequim e Pyongyang”.
Os ditadores da Nicarágua, Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, transmitiram a Kim “as mais calorosas e fraternas felicitações” e reiteraram o “inquebrantável compromisso de seguir estreitando os laços históricos de irmandade revolucionária, solidariedade e cooperação” entre Manágua e Pyongyang.
O congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, que reúne cerca de 5 mil delegados e ocorre tradicionalmente a cada cinco anos, deve ser finalizado nos próximos dias.







