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Polêmica

Laboratório genético chinês quer vender microporcos como animais de estimação

Porco modificado geneticamente atinge no máximo 15 quilos, segundo laboratório | divulgação/BGI
Porco modificado geneticamente atinge no máximo 15 quilos, segundo laboratório (Foto: divulgação/BGI)

O instituto de análises genéticas chinês Beijing Genomics Institute (BGI) anunciou que irá comercializar microporcos como animais domésticos, em uma medida polêmica e que gerou discussão na comunidade científica.

A partir de uma raça chamada Bama, que tem porcos pequenos em relação ao tradicionais, o laboratório desenvolveu uma variedade ainda menor destes animais, inicialmente para com fins de estudo genético -- a ideia era pesquisar doenças que afetam os seres humanos.

Porém, os miniporcos, que pesam até 15 quilos, fizeram sucesso. Agora, o laboratório pretende vender os animais como pets. No futuro, o comprador poderá, por exemplo, escolher a cor e o padrão de pelagem do animal. Cada um custará o equivalente a mais de R$ 6 mil, adiantou a BGI.

Vários cientistas manifestaram preocupações éticas com a utilização de técnicas de modificação de genes para fins não científicos. “É questionável se podemos ter este tipo de impacto na vida, saúde e bem estar de outro animal deste planeta”, disse o pesquisador e geneticista alemão Jens Boch à revista “Nature”.

O instituto chinês se defende e pondera que deve haver uma regulamentação na modificação genética. Yong Li, diretor técnico de pesquisas com animais do BGI, disse à “Nature” que o arrecadado com a venda dos animais será usado em novas pesquisas. “Nós planejamos receber os pedidos de compra agora e estudar o que a demanda poderá causar”.

Outras críticas se voltaram a características dos porcos que o diferem de animais como cães e gatos. Crystal Kim-Han, que coordena um grupo de resgate de porcos abandonados nos Estados Unidos, diz que estes animais tendem a se tornar destruidores se não tiverem espaço para cavar -- como no caso de serem criados em apartamento.

Crystal aponta ainda a preocupação com doenças que eles podem desenvolver. “O que acontecerá quando os porcos precisarem de assistência veterinária?”, questionou.

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