
Em uma ação ousada, oito homens armados, vestidos como oficiais, abriram um buraco grande o suficiente para a passagem de um carro em uma cerca de segurança no Aeroporto Internacional de Zaventem, em Bruxelas, entraram na pista de decolagem e seguiram até um avião suíço cerca de 20 minutos antes da decolagem. Do carregamento da aeronave, roubaram 120 pacotes com US$ 50 milhões (R$ 98 milhões) em diamantes. E depois escaparam sem disparar nenhum tiro.
As pedras preciosas vinham da cidade considerada o centro mundial dos diamantes, Antuérpia, a 43 quilômetros da capital belga, e seguiria para Zurique, na Suíça.
Anja Bijnens, porta-voz da Procuradoria de Bruxelas, confirmou que a quadrilha utilizou dois veículos para entrar na pista durante a operação realizada na segunda-feira à noite, pouco antes das 20 horas (hora local).
A polícia encontrou um veículo incendiado perto do aeroporto no fim da noite de segunda-feira e continuava ontem à procura de outras pistas. De acordo com reportagem da CNN, os investigadores admitiram que será quase impossível rastrear os criminosos, que podem ter fugido pelas fronteiras.
"Estamos falando, obviamente, de uma soma gigantesca", disse Caroline de Wolf, porta-voz do Centro Mundial de Diamantes da Antuérpia (AWDC, na sigla em inglês), comentando o valor do roubo na rede VRT, da Bélgica.
Acredita-se que os assaltantes tenham optado por agir no aeroporto de Bruxelas porque a Antuérpia tem mais de 2 mil câmeras de vigilância e diversos controles de identidade para proteger as transações com diamantes, estimadas em US$ 200 milhões por dia.
De acordo com o porta-voz do aeroporto, Jan Van Der Crujsse, a quadrilha saiu do carro, exibiu as armas e tomou as pedras (algumas brutas, outras polidas) da carga da escotilha da aeronave.
Van Der Crujsse não soube explicar como a área poderia ser tão vulnerável a roubo. "Respeitamos as regras mais rigorosas", disse ele.



