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A líder da direita francesa, Marine Le Pen, anunciou nesta terça-feira (7) sua candidatura ao Palácio do Eliseu.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que um tribunal de apelações de Paris manteve sua condenação por acusações de desvio de recursos do Parlamento Europeu, mas reduziu sua pena e abriu caminho para que ela pudesse concorrer nas eleições presidenciais do ano que vem.
"Sim, serei candidata à presidência", declarou Le Pen no telejornal de horário nobre da TF1, onde apareceu ao lado do presidente de seu partido, Reagrupamento Nacional (RN), Jordan Bardella.
Le Pen, de 57 anos, também anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal para "esgotar todos os recursos legais" a fim de defender sua inocência neste caso de desvio de verbas públicas no Parlamento Europeu.
A ação judicial suspenderá a execução da sentença proferida nesta terça-feira e, portanto, até que o Supremo Tribunal se pronuncie, ela não precisará fazer campanha com a tornozeleira eletrônica, algo que considerava essencial para o lançamento de sua renovada candidatura à presidência.
"Eu havia indicado que não faria campanha com o dispositivo eletrônico. Mas, como tenho a opção de recorrer ao Supremo Tribunal (…) e o recurso suspende os efeitos da sentença, farei campanha sem o dispositivo eletrônico", afirmou a líder da direita nacionalista francesa.
Le Pen antecipou que Bardella, de 30 anos, será seu primeiro-ministro caso ela alcance seu objetivo de chegar ao Palácio do Eliseu em sua quarta tentativa. "Nós nos complementamos", afirmou, referindo-se ao seu sucessor escolhido, já que juntos, ressaltou, formam "uma dupla confiável de primeiro-ministro e presidente".
"Temos soluções, e esta dupla é vencedora; é até uma fórmula vencedora", insistiu, afirmando que suas ambições políticas são "lutar pela França".
Em sua sentença, o Tribunal de Apelação de Paris argumentou que a redução da inabilitação de Le Pen para ocupar cargos públicos, em comparação com a sentença inicial, baseia-se no princípio da proporcionalidade e leva em conta "a liberdade de escolha do eleitor", considerando-a condição essencial para a expressão democrática do sufrágio.
Em um comunicado, o tribunal observou que a inabilitação não era uma pena obrigatória quando os crimes foram cometidos e salientou que a sanção de 15 meses já cumprida desde a sentença inicial, proferida em 31 de março de 2025, é suficiente para reparar o dano causado à integridade pública. Mantê-la, acrescentou, teria violado "o princípio da liberdade de candidatura".




