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O governo do Líbano decidiu expulsar o enviado do Irã devido a ações coordenadas com o Hezbollah que arrastaram o país para a guerra com Israel.
O Ministério das Relações Exteriores do Líbano anunciou nesta terça-feira (24) que retirou as credenciais do embaixador Mohammad Reza Sheybani, declarando-o como persona non grata, e deu a ele o prazo até domingo para deixar o território.
A pasta convocou ainda seu embaixador no Irã, Ahmad Soweidan, para consultas, citando o que descreve como violações por parte de Teerã das normas diplomáticas e das práticas estabelecidas entre os dois países.
O Líbano foi arrastado para a guerra entre Israel, Irã e EUA devido a ações coordenadas de Teerã e o grupo terrorista libanês. O regime islâmico é o principal apoio financeiro e ideológico do Hezbollah, contra o qual Israel iniciou, em 2 de março, uma nova ofensiva no âmbito da guerra empreendida por este país e pelos EUA contra o Irã desde 28 de fevereiro.
Israel comemora decisão do Líbano de expulsar embaixador do Irã
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, celebrou nesta terça-feira a decisão do Líbano de expulsar o embaixador do Irã do país, no que classificou em comunicado como um passo "necessário" contra o regime islâmico.
"Este é um passo justificado e necessário contra o Estado responsável por violar a soberania do Líbano, ocupá-lo indiretamente através do Hezbollah e arrastá-lo para a guerra", escreveu Saar no X.
O chefe da diplomacia israelense instou o governo libanês a tomar, além disso, medidas "práticas" contra o Hezbollah, "cujos ministros continuam servindo no governo" (o grupo político conta com dois representantes).
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