
Ouça este conteúdo
Falando por meio de videoconferência na Conferência de Segurança de Munique, realizada na Alemanha, neste sábado (14), a líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, afirmou acreditar que, uma vez consolidada a transição democrática na Venezuela, os regimes de Cuba e Nicarágua também devem deixar de existir.
“Quando desmontarmos o regime criminoso na Venezuela, Cuba e Nicarágua seguirão o mesmo caminho. Pela primeira vez, as Américas poderão se livrar do comunismo e da ditadura”, disse María Corina.
Ela culpou o regime chavista pela crise na Venezuela e disse que o legado do chavismo é a “devastação brutal” do país.
“Não só perdemos instituições e recursos, nossas famílias também foram destruídas. Um terço da população foi obrigada a fugir. Agora vivemos a maior crise migratória do mundo”, declarou. “Durante anos denunciamos e demonstramos ao mundo o nível de crimes cometidos (pelos chavistas) na Venezuela”, afirmou a líder opositora.
María Corina elogiou a operação dos EUA que capturou o ditador Nicolás Maduro e disse que este é foi o “único país que arriscou a vida de alguns de seus cidadãos pela liberdade da Venezuela.”
“Estamos agradecidos porque o ocorrido em 3 de janeiro (data da operação que capturou Maduro) abriu o caminho para a transição democrática”, disse.
A líder opositora, contudo, disse esperar por mais ações concretas para a libertação completa da Venezuela. Machado lembrou que não se pode falar em transição democrática no país “se a repressão persistir” e defendeu que as crises política, econômica, humanitária e de segurança sejam enfrentadas de forma simultânea. Ela também destacou a libertação gradual de presos políticos em curso após pressão dos EUA.
VEJA TAMBÉM:







