Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Oriente Médio

Líder supremo do Irã alerta EUA sobre risco de guerra regional em caso de ataque

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente dos EUA, Donald Trump: países se preparam para possível combate (Foto: EFE/EPA/STR/Doug Mills)

Ouça este conteúdo

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou neste domingo (1º) que as recentes ameaças dos EUA não assustam o povo iraniano e alertou que qualquer conflito resultará em uma guerra regional.

“Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, afirmou Khamenei durante um encontro com milhares de apoiadores por ocasião do aniversário do retorno do fundador do atual regime islâmico, o aiatolá Ruholá Khomeini, do exílio ao Irã, dez dias antes da vitória da Revolução Islâmica de 1979.

A máxima autoridade política e religiosa do Irã defendeu que seu país não iniciará um conflito, mas “dará um golpe firme em qualquer um que o atacar”, em referência aos EUA, que enviaram uma grande frota para perto das águas iranianas no golfo Pérsico e ameaçaram iniciar uma guerra se não chegarem a um acordo com Teerã sobre seu programa nuclear.

Khamenei declarou que as ameaças americanas não assustam o Irã.

“Este senhor (o presidente dos EUA, Donald Trump) afirma constantemente que enviaram porta-aviões e outras coisas. Com estas ameaças não se pode assustar o povo iraniano”, disse.

O líder iraniano afirmou ainda que os protestos contrários ao regime que ocorreram no Irã entre 28 de dezembro e 11 de janeiro foram uma tentativa semelhante a um golpe de Estado, cujo objetivo era destruir centros estratégicos da administração do país.

“Por isso atacaram a polícia, centros governamentais, as forças da Guarda Revolucionária, bancos e mesquitas, e até incendiaram o Corão. Atacaram os centros que administram o país. Isso se assemelhava a um golpe de Estado”, afirmou.

Khamenei havia anteriormente classificado as manifestações como distúrbios e atos terroristas, responsabilizando EUA e Israel por isso, e ordenou o uso da força contra os manifestantes, o que resultou em uma dura repressão que causou a morte de cerca de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial, número que a ONG HRANA, com sede nos EUA, eleva para 6.713 mortos, enquanto diz investigar 17.000 denúncias de homicídios.

Diante dessa onda de repressão, Trump ameaçou intervir militarmente e enviou ao Oriente Médio uma frota liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, juntamente com seu grupo de escolta. No entanto, nos últimos dias, ele declarou que seu objetivo é chegar a um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear.

“O Irã está negociando conosco e veremos se podemos fazer algo; caso contrário, veremos o que acontece”, afirmou Trump na noite passada.

Por sua vez, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse no sábado, durante um telefonema com o mandatário egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, que “uma guerra não beneficiaria nem o Irã, nem os EUA, nem a região”.

Teerã se mostrou disposta a participar de um processo diplomático “significativo, lógico e justo” com os EUA sobre a questão nuclear, mas rejeita qualquer negociação sobre seus sistemas de mísseis e capacidades militares, como proposto por Washington. 

VEJA TAMBÉM:

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.