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Na foto, Denis Pushilin, o chefe da autoproclamada república popular de Donetsk | REUTERS/Maxim Zmeyev
Na foto, Denis Pushilin, o chefe da autoproclamada república popular de Donetsk| Foto: REUTERS/Maxim Zmeyev
  • Militante pró-Rússia cobre o rosto no leste da Ucrânia

As regiões de Lugansk e de Donetsk, situadas no leste da Ucrânia, declararam independência nesta segunda-feira (12), um dia depois do referendo ter validado essa condição com apoio de 96% dos eleitores.

Em Donestk, a proclamação da independência foi feita pelo autodenominado governo provisório. Em entrevista coletiva, Denis Pushilin, co-presidente da autoproclamada "República Popular de Donetsk", também pediu a Moscou que considere a integração do novo Estado independente à Federação Russa.

"Nós, o povo da República Popular de Donetsk, de acordo com os resultados do referendo realizado em 11 de maio de 2014 e em virtude da declaração de soberania da RPD, declaramos que ela constitui um Estado soberano", diz a proclamação, lida por Pushilin.

"De acordo com a vontade manifestada pelo povo e para restabelecer a justiça histórica, pedimos à Federação Russa que examine a questão da integração da República Popular de Donetsk no seio da Federação Russa", acrescentou.

Mais tarde, Pushilin disse aos jornalistas que "a terra de Donetsk sempre foi parte do mundo russo, independentemente de sua origem étnica".

O líder lembrou que o território foi parte do Império Russo e que "só depois da sangrenta catástrofe de 1917 (a Revolução Russa) foi separado com fronteiras administrativas da Grande Rússia".

República Popular de Lugansk

A proclamação de independência da República Popular de Lugansk foi apresentada durante um grande comício realizado no centro da capital.

"O povo de Lugansk proclama a criação do Estado soberano da República Popular de Lugansk", diz a declaração que foi lida perante a multidão concentrada.

"De acordo com o direito internacional e com base na igualdade, o território e suas fronteiras são indivisíveis e invioláveis", completa a declaração.

Os ativistas pró-russos consideram que a declaração entrou em vigor sobre a base do resultado da consulta popular realizada no domingo, na qual 96,2% dos eleitores votaram a favor da independência da região. O referendo, que teria contado com 75% de participação, não é reconhecido pelas autoridades ucranianas, situação similar a da vizinha Donetsk.

Em entrevista coletiva, Denis Pushilin, co-presidente da autoproclamada República Popular de Donetsk, pediu à Rússia reconhecer o novo Estado independente, assim como foi feito como na península da Crimeia em março.

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