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Meio ambiente

Lula rejeita proposta de Bush sobre o aquecimento global

Presidente diz que os EUA devem seguir o que consta no Protocolo de Kyoto

Londres – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a proposta do presidente dos EUA, George W. Bush, de construir uma alternativa em nível mundial para o combate à mudança climática. Numa entrevista publicada ontem pelo jornal britânico The Guardian, Lula afirmou que os EUA deveriam trabalhar com a ONU ao invés de montar um grupo paralelo.

"A posição brasileira é clara", afirmou o presidente. "Eu não aceito a idéia de que temos de formar outro grupo para discutir as mesmas questões que já foram discutidas em Kyoto e que não foram resolvidas".

Bush propôs que os EUA e um grupo de outros 12 países tenham uma série de reuniões até o fim de 2008 – antes do fim do mandato do presidente norte-americano – a fim de estabelecer metas de longo prazo para a redução de gases do efeito estufa. A lista de países participantes dessas rodadas de discussão ainda não foi definida, mas provavelmente incluiria Brasil, China, Índia, Rússia, Canadá, Japão, Austrália, Coréia do Sul e a União Européia.

Consulta

Lula, que está na Índia, disse que ainda não havia sido consultado sobre a proposta e pediu que os EUA trabalhem dentro da estrutura já existente de acordos sobre a mudança climática, como o Protocolo de Kyoto. "Se já existe um fórum multilateral que toma uma decisão democrática, deveríamos obedecer a essas regras, em vez de simplesmente dizer ‘eu não concordo com Kyoto e vou desenvolver outra instituição’", declarou Lula.

A reação internacional à proposta de Bush, porém, tem sido amplamente favorável, a começar pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que manifestou a esperança de que a iniciativa venha reforçar, ao invés de substituir, os esforços da organização. A Casa Branca disse que a proposta visa a complementar o empenho internacional para combater a mudança climática.

Os diplomatas já trabalham em um novo acordo para substituir o de Kyoto, que termina em 2012. A idéia é finalizá-lo antes da Convenção da ONU sobre a Mudança Climática, que ocorre em Bali, na Indonésia, em dezembro.

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