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Oriente Médio

Macron defende que cessar-fogo temporário entre EUA e Irã inclua o Líbano

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O presidente da França, Emmanuel Macron. (Foto: TOM NICHOLSON/EFE/EPA/POOL)

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O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira (8) que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã também inclua o Líbano, que está sendo alvo de intensos bombardeios israelenses desde o anúncio da trégua, na terça-feira (7). Os bombardeios de Israel no Líbano têm como alvo posições do grupo terrorista Hezbollah, que atua no sul do país.

O presidente francês se pronunciou depois de telefonar tanto para o presidente americano, Donald Trump, quanto para o presidente iraniano, Masud Pezeshkián, segundo publicações feitas pelo próprio Macron em suas redes sociais. Macron disse que comunicou aos dois líderes que a decisão de aceitar a trégua é “a mais acertada possível” no atual cenário de tensão regional, mas alertou que o acordo precisa evoluir para uma negociação mais ampla, capaz de garantir estabilidade para todos os países da região.

O líder francês também defendeu que qualquer solução permanente para o conflito terá de enfrentar questões como o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos por Teerã, a atuação do Irã nos países vizinhos e os entraves à navegação no Estreito de Ormuz - rota marítima por onde passa parcela significativa do petróleo consumido no mundo. Conforme o presidente francês, sem respostas a esses pontos, “não será possível construir uma paz estável na região”.

O líder francês também revelou ter conversado nesta quarta com representantes do Catar, dos Emirados Árabes Unidos, do Líbano e do Iraque sobre os mesmos temas, e reafirmou o compromisso da França de contribuir ativamente para os esforços diplomáticos em curso.

Macron também manifestou solidariedade às autoridades libanesas diante dos ataques israelenses desta quarta-feira. Segundo ele, os bombardeios representam “uma ameaça concreta à continuidade do cessar-fogo”. O presidente francês reiterou ainda o apoio da França à soberania do Líbano e ao processo de desarmamento do Hezbollah.

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