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O presidente da França, Emmanuel Macron, fez nesta quinta-feira (2) suas críticas mais duras ao mandatário americano, Donald Trump, a respeito da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
Segundo informações da emissora CNN, o presidente francês fez os comentários durante entrevista coletiva na Coreia do Sul, onde está em visita oficial.
A respeito das cobranças de Trump para que os aliados europeus dos EUA na Otan ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica fechada quase totalmente pelo regime iraniano devido à guerra, Macron disse que a “ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força por meio de uma operação militar” é “irrealista”.
O presidente francês afirmou que essa ação só poderia ocorrer após um cessar-fogo e a reabertura das negociações com o Irã. Macron também reiterou que a França não participará do conflito e alegou que, se o objetivo da guerra é impedir que o Irã tenha armas nucleares, a operação em curso “não é séria”.
“Ainda existem e continuarão existindo amanhã no Irã pessoas com a experiência [em assuntos nucleares] necessária, e ainda instalações secretas etc. Portanto, uma ação militar direcionada, durando apenas algumas semanas, não é suficiente para resolver a questão nuclear a longo prazo”, alegou.
“Quando queremos ser sérios, não dizemos todos os dias o oposto do que dissemos no dia anterior”, alfinetou Macron, acusando Trump de se contradizer.
Após fazer críticas aos aliados na Otan por não ajudarem a reabrir Ormuz, Trump disse na terça-feira (31) para que os países europeus fossem por conta própria retirar o petróleo retido no estreito.
“Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte mais difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!”, disparou, em post na rede Truth Social.
No mesmo dia, Trump disse que o governo da França não autorizou que aviões americanos que levariam suprimentos militares para Israel transitassem pelo espaço aéreo francês. “Os EUA se lembrarão disso!”, escreveu Trump na sua rede social.











