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O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu responsabilizar os envolvidos na onda de protestos violentos registrados na França neste sábado (17), com incêndios em prédios públicos, saques a estabelecimentos comerciais e mortes. Em pronunciamento à nação na noite deste domingo (18), ele também anunciou uma reunião de emergência com prefeitos franceses para discutir a segurança pública.
"Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha. Aqueles que saquearam terão de arcar com os prejuízos e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados", afirmou Macron. O presidente reconheceu a necessidade de ouvir as queixas da população, mas diferenciou as reivindicações dos manifestantes dos atos de vandalismo.
Macron prometeu "total transparência" sobre a atuação das forças de segurança durante os protestos, após críticas à preparação policial para conter os episódios de violência. Ele disse ter pedido ao ministro do Interior, Laurent Nuñez, que "extraia todas as lições necessárias”, sobretudo na coleta de informações e na capacidade de antecipação. Macron acrescentou que espera "respostas claras".
França detém 2 mil manifestantes após onda de violência
Segundo informações da agência EFE, as forças de segurança detiveram 2 mil manifestantes até este domingo, segundo um balanço provisório divulgado por Laurent Nuñez na rede social X.
Pelo menos duas pessoas morreram em decorrência dos tumultos de sábado. Um policial de 22 anos morreu em Nantes, a cerca de 400 quilômetros a sudoeste de Paris, após ser atingido por um veículo de terceiros. A outra morte ocorreu ao norte de Paris. Um manifestante sofreu uma “parada cardiorrespiratória”, conforme informações do comando da Polícia de Paris.
O ministro atribuiu os atos de violência a "vários milhares de indivíduos da extrema esquerda determinados a atacar nossos prédios públicos e nossas forças de segurança". Ele também mencionou a participação de “criminosos que vandalizaram e saquearam inúmeros estabelecimentos comerciais em várias cidades da França”.
Nuñez informou ainda que 600 policiais e bombeiros ficaram feridos. O número também é provisório.
Ministro do Interior da França condena violência durante protestos
Segundo o Ministério do Interior, 550 mil pessoas participaram das manifestações em toda a França. "O direito de protestar é um direito fundamental. Semear deliberada e coletivamente a desordem por meio da violência, não", escreveu Nuñez no X.
Em Limoges, a prefeitura, um edifício de 143 anos, foi incendiada. Em Marselha, manifestantes mascarados e vestidos inteiramente de preto invadiram a prefeitura e depredaram o local. Já em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade.
Os episódios também ampliaram as críticas ao plano de segurança pública do governo. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, deve se reunir com os prefeitos de Paris, Lyon e Marselha, que pediram reforços para reparar os danos.
Neste domingo, a polícia voltou a lançar gás lacrimogêneo na Place de la République, em Paris. Dezenas de pessoas se reuniram no local após convocações nas redes sociais para "dar continuidade ao movimento".




