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Urbanização

Mais da metade dos habitantes do planeta já vive em cidades

África e Ásia vão concentrar a maioria das metrópoles do mundo em 2030, diz estudo

A jornalista Marleth Silva chegou a pedir licença do trabalho para escrever o livro | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
A jornalista Marleth Silva chegou a pedir licença do trabalho para escrever o livro (Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

Paris – A maior parte da população mundial vive agora nas cidades e a urbanização vai continuar crescendo, principalmente na África e na Ásia, que abrigarão em 2030 a maioria das grandes metrópoles do mundo, segundo um estudo do Instituto Nacional de Estudos Demográficos (Ined) publicado ontem.

O nível de urbanização no mundo ultrapassou os 50% em 2007, informou o instituto francês em sua revista "Population et sociétés" (População e sociedades), citando dados das Nações Unidas.

Em 1900, somente 1/10 dos habitantes do planeta moravam em cidades. Em 1950, esta proporção passou para pouco menos de 3/10. Em 2030, as cidades abrigarão 6/10 da população mundial, ou seja, 5 bilhões de pessoas, contra 3,3 bilhões atualmente.

Hoje, os continentes mais urbanizados são os mais desenvolvidos, a Europa e a América do Norte, onde 75% da população vive nas cidades. A exceção é a América Latina, muito urbanizada com 78% de sua população vivendo em metrópoles. A África e a Ásia, os continentes mais povoados, também deverão ter a maioria urbanizada em 2030, e abrigarão, então, as grandes cidades do mundo.

Com a urbanização desenfreada, o tamanho das cidades vem aumentando de maneira espetacular. O peso das grandes metrópoles, com mais de 10 milhões de habitantes, aumentou significativamente nos últimos anos. Elas passaram de três em 1975 (Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México), a 20 em 2005.

As três maiores ainda são Tóquio (35,2 milhões de habitantes), Cidade do México (19,4 milhões) e Nova Iorque (18,7 milhões). A maioria das grandes cidades com mais de 10 milhões de habitantes estão em países em desenvolvimento. A China possui duas entre as maiores (Xangai e Pequim) e a Índia três (Mumbai, Nova Délhi e Calcutá).

O número de cidades com 500 mil a 10 milhões de habitantes aumentou 50% em 20 anos. Os problemas de "congestão" de muitas grandes cidades do sul, a elevação dos níveis de poluição e a ampliação das favelas são "os sinais mais evidentes do conflito entre urbanização e desenvolvimento", afirmou Jacques Veron, autor do estudo. Porém, analistas mostraram que algumas favelas podem ser "cidades na cidade", estruturadas, com atividades diversificadas e presença no mercado internacional. É o caso de Dharavi, no coração de Mumbai, uma favela onde moram três milhões de pessoas. Além disso, nas cidades dos países ricos, os problemas dos guetos de exclusão social, como os subúrbios franceses, não são necessariamente problemas "urbanos", mas "sociais" mais visíveis por serem concentrados.

A África se caracteriza por cidades que crescem e se tornam rurais ao mesmo tempo, devido à degradação das condições de vida. Parte dos habitantes das cidades adotam um modo de vida comparável ao dos aldeões, vivendo principalmente de trabalhos agrícolas.

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