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Ativismo

Malala recebe prêmio de direitos humanos do Parlamento Europeu

"As crianças nesses países não querem um iPhone, um Playstation ou chocolates. Eles querem apenas um livro e uma caneta"

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, foi a ganhadora do Prêmio Sakharov para os Direitos Humanos do Parlamento Europeu. Ela recebeu a homenagem hoje e fez um discurso defendendo o acesso à educação em seu país.

Para o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, Malala "deu esperanças a milhões de pessoas" com seu trabalho pela educação feminina no Paquistão. A ida das meninas à escola é combatida no país por tribos radicais islâmicas, em especial às vinculadas ao Taleban paquistanês.

Muito aplaudida pelos parlamentares, a jovem paquistanesa pediu aos países europeus que contribuam para o desenvolvimento da educação em países asiáticos. "As crianças nesses países não querem um iPhone, um Playstation ou chocolates. Eles querem apenas um livro e uma caneta".

Por ter denunciado as leis impostas pelo Talibã entre 2007 e 2009 na região do Vale do Swat, noroeste do Paquistão, e defendido o direito das meninas de ir à escola, Malala Yousafzai foi alvo de um ataque em 9 de outubro de 2012, quando voltava da escola em um ônibus escolar.

Atingida na cabeça, escapou da morte por muito pouco, ficou internada por quatro meses e, após deixar o hospital na Inglaterra, se transformou em um ícone internacional. O ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, em inglês), Edward Snowden, também concorria ao prêmio.

Além da homenagem no evento, Malala recebeu 50 mil euros (R$ 153 mil). Após receber o prêmio, a jovem foi novamente ameaçada de morte pelo Taleban paquistanês.

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