Beirute - Soldados sírios abriram fogo ontem contra multidões de dezenas de milhares de pessoas, que enchiam as ruas exigindo o fim do regime do presidente Bashar Assad na capital Damasco e em outras cidades do país, matando pelo menos 15 manifestantes. Outras duas pessoas, policiais, teriam sido mortas no subúrbio de Douma, em Damasco. Em um sinal de fúria, os manifestantes passaram a exigir não só o fim do regime de Assad, como também a execução do autocrata.
Cinco pessoas foram mortas nos subúrbios de Damasco, uma em Homs e outra em Hama, na Síria central, quatro em Alepo, maior cidade síria, uma em Deir el-Zor, no leste do país, e uma na província de Idlib, perto da Turquia, informaram os ativistas. A agência estatal de notícias Sana disse que dois policiais foram mortos a tiros no subúrbio de Douma em Damasco. Os protestos em Deir el-Zor e em Hama são significativos porque os militares tomaram o controle das duas cidades na semana passada.
Em Homs e Idlib, a multidão gritava "morte ao presidente" e "matem o presidente".
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado em Londres, divulgou em seu site que 2.150 pessoas tiveram suas mortes confirmadas desde o início dos protestos, em meados de março.



