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O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou neste domingo (4) que a atual presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, representa avanço diplomático entre os países. Segundo Rubio, Rodríguez é alguém com quem Washington "pode trabalhar", ao contrário de Nicolás Maduro.
“A diferença é que não se podia trabalhar com a pessoa que estava anteriormente no cargo”, disse Rubio, referindo-se a Maduro.
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Em entrevista ao canal americano CBS, citada pela agência EFE, Rubio foi enfático ao explicar por que o diálogo com Maduro tornou-se impossível. O secretário afirmou que o líder chavista — capturado no sábado, em Caracas, e levado para Nova York sob acusações de narcotráfico — "zombou" da administração anterior ao quebrar pactos estabelecidos.
"Ele não é uma pessoa que alguma vez tenha cumprido qualquer um dos acordos que fez. Rompeu todos e usou o acordo com o governo Biden para ganhar tempo", afirmou Rubio.
O republicano revelou ainda que os Estados Unidos ofereceram a Maduro diversas oportunidades para uma "saída positiva" de cena, mas tais ofertas foram recusadas pelo ex-mandatário.
Delcy Rodríguez e o governo transitório
Com a saída de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu o controle do país. Para Rubio, a mudança abre uma janela de oportunidade para o interesse nacional americano e para a estabilidade da região.
Rubio destacou que as cúpulas militar e policial agora devem decidir se manterão o isolacionismo de Maduro ou se buscarão uma nova direção. Diferente de seu antecessor, Delcy Rodríguez é vista por Washington como uma figura com quem é possível estabelecer um diálogo pragmático.
Papel de María Corina Machado
Rubio elogiou a trajetória da líder opositora María Corina Machado, classificando-a como "fantástica". Apesar disso, adotou um tom realista sobre a atual conjuntura política do país.
Em entrevista à NBC News, também citada pela EFE, o secretário alertou que a realidade imediata impõe desafios, já que grande parte do movimento opositor está exilada e não se encontra mais na Venezuela.
Esta visão reforça a fala do presidente Donald Trump que, em entrevista coletiva no sábado, mencionou a dificuldade de Machado em presidir a nação neste momento de transição, alegando falta de apoio interno e de estrutura política dentro do país.
Caminho para a Venezuela
Os Estados Unidos planejam, segundo o chefe da diplomacia, uma transição integral para a democracia. No entanto, a estratégia de curto prazo envolve trabalhar com o governo de Caracas para solucionar questões urgentes de segurança e estabilidade.
"Agora, outras pessoas estão no comando do aparato militar e policial lá. Elas terão que decidir qual direção querem seguir, e esperamos que escolham um caminho diferente daquele escolhido por Nicolás Maduro. Em última análise, esperamos que isso leve a uma transição abrangente na Venezuela", complementou.




