
Ouça este conteúdo
A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou nesta terça-feira (20), em Washington, nos EUA, que o regime chavista está “manipulando a situação” no país e que “não é verdade que tenha libertado a maioria dos presos políticos”. A declaração foi feita após reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Segundo María Corina, as autoridades venezuelanas anunciam libertações que não se concretizam. De acordo com a opositora, “anunciam que vão libertar alguém e depois isso não acontece”, o que classificou como uma “tortura diária” para os familiares que aguardam notícias dos detidos.
Conforme relatou à imprensa após o encontro com o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, María Corina afirmou que a situação da Venezuela coloca à prova os instrumentos do sistema interamericano.
“Se há alguma ocasião na história da América que justifica e põe à prova a Carta Interamericana e o Sistema Interamericano, é a situação da Venezuela. É hora de agir”, declarou.
A líder venezuelana também defendeu que a OEA trate do que chamou de “desmontagem completa do sistema repressivo” do regime. Segundo ela, não há possibilidade de transição política enquanto persistirem prisões arbitrárias e estruturas de repressão. “Não é possível falar de transição com repressão”, disse, acrescentando que é necessário desmantelar centros de tortura e libertar presos políticos.
Em outro momento de sua agenda em Washington, María Corina afirmou que ainda existe uma alternativa para avançar rumo à democracia na Venezuela. De acordo com a opositora, é preciso olhar adiante para “salvar vidas”.







