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Eleições

Deputada americana diz que derrota de Lula é necessária para a segurança da América Latina

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A deputada republicana María Elvira Salazar voltou a criticar Lula nas mídias sociais. (Foto: Lenin Nolly/EFE)

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A deputada republicana María Elvira Salazar, que representa o estado da Flórida na Câmara de Representantes dos Estados Unidos, afirmou em seu perfil no X que a derrota de Lula nas eleições presidenciais de outubro é necessária “para que nosso hemisfério esteja seguro e unido contra o narcotráfico”. “É hora de unir a América Latina em torno de líderes fortes, que conduzam nosso continente à prosperidade, à segurança e à democracia, e não ao socialismo nem à tolerância com o crime. O Brasil pode liderar esse caminho”, escreveu.

A deputada, nascida em Miami e filha de exilados cubanos, é congressista desde 2021 e ocasionalmente usa as mídias sociais para fazer críticas a Lula e ao Supremo Tribunal Federal. Em março deste ano, ela escreveu que os brasileiros estavam “fartos” do presidente, que governa de forma autoritária, “silenciando vozes, fechando plataformas e perseguindo seus oponentes”. Em setembro de 2025, ela se dirigiu ao ministro Alexandre de Moraes, dizendo que ele tinha de “cair em si” e parar a “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Poucos dias depois, ela chamou de “dia sombrio e vergonhoso para a democracia do Brasil” a condenação de Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.

Em maio de 2024, Salazar concedeu entrevista à Gazeta do Povo em que defendia sanções do governo americano a Moraes, como a retirada de visto. À época, o presidente dos EUA era o democrata Joe Biden. No ano seguinte, já com Donald Trump na Casa Branca, Moraes foi sancionado em julho, com a perda do visto e sua inclusão na lista de autoridades submetidas à Lei Magnitsky, contra violadores de direitos humanos; no entanto, em dezembro de 2025, o ministro foi retirado da lista da Magnitsky. Segundo o jornal britânico Financial Times, o governo norte-americano estaria considerando a possibilidade de retomar as sanções.

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