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União

McCain e Obama encontram-se e pedem o início de uma "nova era de reformas"

Eleito reuniu-se com o republicano pela primeira vez desde as eleições. Segundo Obama, eles buscam maneiras de "consertar" o país em crise

Encontro entre vitorioso e derrotado não é comum na história norte-americana. Obama e McCain tiveram a primeira reunião em Chicago | Saul Loeb / AFP PHOTO
Encontro entre vitorioso e derrotado não é comum na história norte-americana. Obama e McCain tiveram a primeira reunião em Chicago (Foto: Saul Loeb / AFP PHOTO)

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e o candidato republicano derrotado John McCain pediram nesta segunda-feira (17) "uma nova era de reformas", após o primeiro encontro que tiveram desde as eleições do último dia 4.

Com isso, eles esperam que se criem condições para vencer a crise econômica, criar novas leis sobre energia e garantir a segurança nacional.

Em um comunicado conjunto divulgado depois da reunião, eles disse ter mantido "uma conversa produtiva sobre a necessidade de empreender uma nova era de reformas para lutar contra o desperdício de dinheiro público e a luta partidária em Washington" e para "restaurar a confiança no governo".

O objetivo do encontro desta segunda-feira (17) em Chicago, segundo eles, era encontrar maneiras de trabalhar juntos para enfrentar a crise financeira internacional e outros desafios nacionais dos EUA.

"Vamos ter uma boa conversa sobre como podemos trabalhar juntos para consertar o país", disse Obama antes do início do encontro, acrescentando que queria agradecer a McCain pelo "grande serviço" prestado pelo republicano ao país.

Questionado genericamente sobre se esperava ajudar o presidente eleito democrata, o veterano McCain, de 72 anos, respondeu: "Óbviamente".

Esse tipo de encontro entre vitorioso e derrotado não é comum na história política norte-americana.

O presidente eleito gosta de se comparar neste sentido ao ex-presidente republicano Abraham Lincoln, que se esforçou, a partir de 1861, para manter a unidade do país, durante uma sangrenta guerra civil marcada pelo confronto entre Norte e Sul.

Desde sua vitória na eleição, Obama tem planejado a transição de poder e a montagem do seu gabinete. Ele assume o governo no lugar de Bush em 20 de janeiro de 2009.

Obama prometeu incluir republicanos na lista de colaboradores e também deve apelar a rivais democratas, incluindo a senadora Hillary Clinton, sua adversária nas prévias, que é cotada para secretária de Estado .

Senador pelo Arizona, McCain não é cotado para assumir nenhum posto, segundo analistas. Mas, no seu discurso admitindo a derrota em 4 de novembro, ele ofereceu-se para cooperar com Obama no governo.

O veterano do Vietnã criticou acidamente Obama durante a campanha, acusando-o de inexperiência em política externa e políticas econômicas que privilegiam a alta de impostos. Obama, em resposta, tentou relacionar McCain com as políticas do impopular presidente George W. Bush.

McCain, que deixou de ter o privilégio de ser acompanhado por agentes do Serviço Secreto após perder a eleição, foi acompanhado na reunião por seu amigo e colega senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul. Obama estava com seu futuro chefe de gabinete, Rahm Emanuel.

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