Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Revés

Meloni sofre derrota em referendo sobre reforma judicial, mas descarta renúncia

itália irã
A premiê da Itália, Giorgia Meloni, lidera um governo de coalizão desde 2022, marcando um novo período de estabilidade política no país (Foto: CHIGI PALACE PRESS OFFICE/EFE/EPA)

Ouça este conteúdo

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, sofreu uma derrota eleitoral em um referendo nesta segunda-feira (23), cujo objetivo era avançar com uma reforma judicial no país. Apesar do revés, ela descartou alegações de renúncia.

"O povo italiano decidiu, e nós respeitaremos essa decisão. Seguiremos em frente, como sempre fizemos, com responsabilidade, determinação e respeito pelo povo italiano e pela Itália", disse a líder europeia no X após a divulgação de resultados preliminares, que mostram o "não" à frente do "sim" com cerca de 54%.

"Isso não altera nosso compromisso de continuar trabalhando diligentemente e com determinação para o bem da nação e para honrar o mandato que nos foi confiado", acrescentou Meloni, que já havia esclarecido antes da votação que, independentemente do resultado, não renunciaria.

Uma das principais medidas que a reforma judicial do governo italiano propunha era a separação de carreira entre juízes e promotores, impedindo-os de trocar de função, algo que atualmente é permitido pela lei italiana.

Além disso, o projeto defendia uma alteração no Conselho Superior da Magistratura, responsável pela supervisão das nomeações de magistrados. O governo previa um novo formato na escolha de juízes e promotores, substituindo eleições internas por sorteios entre os elegíveis. Também sugeria a criação de um novo tribunal disciplinar composto por 15 membros para julgar questões disciplinares.

A administração de Giorgia Meloni argumenta que a reforma no sistema judicial se tornou essencial devido ao atual formato ser lento e passível de corrupção. O governo defende que o projeto previa maior responsabilização para os juízes que cometem crimes ou são alvos de ações disciplinares.

Por sua vez, os críticos da iniciativa justificam que a reforma ignorava as verdadeiras prioridades e ameaças à independência do Judiciário. Segundo os opositores, as mudanças propostas poderiam permitir que os políticos, incluindo os governistas, exercessem maior influência sobre o sistema.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.