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Protestos

Mesquita provoca polêmica em Nova York

Dominick DeRubbio segura a foto de seu tio, que morreu no World Trade Center em decorrência dos ataques de 11 de Setembro de 2001 | Jessica Rinaldi/Reuters
Dominick DeRubbio segura a foto de seu tio, que morreu no World Trade Center em decorrência dos ataques de 11 de Setembro de 2001 (Foto: Jessica Rinaldi/Reuters)

Defensores e oponentes da proposta de construir um centro cultural muçulmano e uma mesquita perto do World Trade Center geraram ontem manifestações rivais no centro de Manhattan, em Nova York. Os dois grupos fo­­ram mantidos separados pela polícia e por barricadas.

O debate carregado de emoção, que ganhou importância política nacional nos Estados Unidos, gira em torno dos planos de construir o centro, que também vai incluir uma mesquita, a dois quarteirões do local dos ataques de 11 de se­­tembro de 2001 pelo grupo terrorista Al-Qaeda, que mataram quase 3 mil pessoas.

Os republicanos que se opõem ao projeto estão utilizando-o para atacar o presidente Barack Obama antes das eleições parlamentares de novembro, em que o Partido Democrata buscará manter o controle do Congresso. Os contrários ao centro dizem que a localização proposta é insensível e temem que a ação fomente o extremismo religioso. Aqueles que apoiam o plano citam o direito de liberdade de credo e a necessidade de promover a tolerância.

Centenas de opositores gritavam ontem "Não à mesquita", cantando músicas patrióticas e empunhando fotos de ataques violentos por extremistas islâmicos. Uma placa dizia: "Nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos os terroristas foram muçulmanos".

Em outra esquina, os defensores entoavam: "Nós não ligamos para o que os intolerantes dizem, liberdade de religião está aqui para ficar".

Ainda que os protestos tenham sido fervorosos e discussões te­­nham surgido, não havia relatos de violência ou prisões. Poli­­ciais disseram que forças adicionais foram utilizadas, mas não in­­formaram quantas. Obama e o prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, disseram apoiar o direito de mu­­çulmanos construírem o centro perto do Ground Zero, en­­quanto os republicanos se opõem ao centro. Outros sugerem que ele seja construído em um local menos controverso.

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