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Apoio à ditadura

México se torna maior exportador de petróleo para Cuba e entra na mira dos EUA

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em entrevista coletiva na Cidade do México nesta terça-feira (27) (Foto: José Méndez/EFE)

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Parlamentares do Partido Republicano, do presidente dos EUA, Donald Trump, estão pressionando o México por ter se tornado o maior exportador de petróleo para Cuba.

Segundo informações do jornal Financial Times, em 2025, o México enviou uma média diária de 12.284 barris de petróleo para Cuba, o que correspondeu a 44% das importações de petróleo bruto da ilha, enquanto a Venezuela exportou cerca de 9.528 barris por dia (34% das importações cubanas).

De acordo com o jornal britânico, as exportações mexicanas de petróleo para Cuba cresceram 56% no ano passado na comparação com 2024, enquanto as venezuelanas, outrora a principal fonte da commodity para os cubanos, caíram 63% desde 2023.

O papel do México como fornecedor ganha ainda mais importância aos olhos de Washington devido à captura do então ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas no último dia 3.

Trump afirmou que não haverá mais envio de petróleo venezuelano para Cuba e falou para o regime castrista fazer um acordo com os EUA “antes que seja tarde demais”.

Nesta terça-feira (27), em entrevista à Fox News, o deputado republicano Carlos Gimenez disse que a ditadura cubana “já se encontrava, mesmo antes dessa ação contra Maduro, provavelmente no ponto mais frágil dos últimos 65 anos” e que a queda do ditador parceiro “apenas os enfraquece ainda mais”.

“Minha única preocupação é que parece que o México agora está tentando sustentá-los. Assim, o petróleo que recebiam da Venezuela está sendo substituído pelo petróleo mexicano”, afirmou Gimenez.

O deputado republicano disse que a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, do partido de esquerda Morena, é “marxista”. “Não importa que o regime de Miguel Díaz-Canel [em Cuba] tenha reprimido e oprimido seu povo por 65 anos, contanto que tenha a ideologia certa”, alfinetou o parlamentar.

O envio de petróleo a Cuba pode ser um fator de pressão sobre Sheinbaum nas negociações de revisão do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá, que ocorrerão em julho.

Nesta terça-feira, Sheinbaum confirmou em entrevista coletiva que o embarque de uma carga de petróleo para Cuba que estava planejado foi suspenso, após agências internacionais terem publicado notícias sobre o assunto.

Porém, a mandatária desconversou sobre as razões para essa suspensão – na semana passada, a agência Reuters disse que o México estava revendo as exportações de petróleo para Cuba devido ao receio de sofrer retaliações dos Estados Unidos.

“A decisão de quando [o petróleo] é enviado e como é enviado é uma decisão soberana e é determinada pela [estatal mexicana] Pemex com base nos contratos — ou, em outros casos, pelo governo, como uma decisão humanitária de enviá-lo em determinadas circunstâncias”, disse Sheinbaum nesta terça-feira.

A deputada americana Maria Elvira Salazar, também do Partido Republicano, comemorou a suspensão do embarque da carga.

“O México está começando a mudar de rumo e está fazendo a coisa certa. Esta é uma ótima notícia e um sinal claro de que o fim do regime cubano está próximo”, afirmou a deputada nas redes sociais.

“Na semana passada, pedi diretamente à presidente Sheinbaum que parasse de financiar a ditadura com petróleo gratuito”, acrescentou Salazar.

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