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Eleições

Chuva alterando locais de votação, brigas na Justiça, ofensiva final de Trump: as midterms tumultuadas nos EUA

Eleitores aguardam na fila em seção eleitoral em West Bloomfield, no estado do Michigan (Foto: ARI SAPERSTEIN/EFE/EPA)

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As eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, as chamadas midterms, começaram na manhã desta terça-feira (3) de forma tumultuada, com vários incidentes registrados no território americano, brigas judiciais de última hora e pedidos finais do presidente Donald Trump por votos em candidatos do Partido Republicano.

Os americanos estão votando desde as 7 horas de Brasília, horário em que as primeiras seções eleitorais foram abertas no estado de Vermont (5h no horário local), e a votação vai até as 2h de quarta-feira (4), quando serão fechadas as últimas urnas, no estado do Havaí (19h no horário local).

Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das cem cadeiras do Senado, além de vários cargos eletivos estaduais, em condados e municipais.

Entre a madrugada e a manhã, Trump, que deve acompanhar a apuração na Casa Branca mais tarde, fez uma série de posts na rede Truth Social, na maioria dos casos manifestando apoio a candidatos republicanos, mas também criticando oponentes.

A respeito da eleição para o Senado para representar o Alasca, onde autoridades federais e estaduais investigam se os democratas aliciaram um candidato independente homônimo para confundir eleitores do republicano Dan Sullivan (que tenta a reeleição), Trump escreveu que o Sullivan “falso” desapareceu.

“Ele sumiu completamente, desapareceu! Ninguém conseguiu encontrá-lo. Será que ele foi ‘sequestrado’ pelos advogados corruptos do Partido Democrata? Eles estão morrendo de medo de serem processados por fraude eleitoral!”, afirmou o presidente americano.

A respeito de outra votação para o Senado que pode ser decisiva para o controle da casa, Trump voltou a fazer críticas ao candidato democrata Abdul El-Sayed, dizendo que este “odeia judeus, negros e brancos” – acusações que o postulante nega.

“Só tolos votariam nele na disputa pelo Senado dos EUA por Michigan! Ele vai, sem dúvida alguma, te prejudicar!”, escreveu Trump.

Problemas em locais de votação e disputas judiciais tumultuam midterms

Problemas de votação pontuais foram registrados esta manhã nas midterms. Segundo informações da emissora CNN, locais de votação no condado de Westchester, em Nova York, apresentaram problemas nos scanners que registram votos.

Os eleitores estão sendo orientados a preencher cédulas que, em seguida, são colocadas em sacos laranjas de emergência para serem contadas mais tarde.

Em outros pontos dos Estados Unidos, fortes chuvas afetaram a votação. Devido a inundações no condado de San Juan, em Utah, os eleitores que não conseguirem comparecer a um local de votação ou a uma urna de coleta de votos poderão votar eletronicamente, sistema que, segundo o Partido Republicano, já é utilizado por eleitores que estão no exterior, servindo nas forças armadas ou com deficiência.

Os eleitores que possuem um endereço de e-mail cadastrado junto ao Estado receberão as instruções diretamente, enquanto os demais poderão telefonar para as autoridades eleitorais para solicitá-las.

Segundo a CNN, as chuvas também forçaram o fechamento temporário de locais de votação antecipada na região de Phoenix, no Arizona, na segunda-feira (2); a realocação de um centro de votação e de uma urna de coleta de votos em Pagosa Springs, no Colorado; e de locais de votação na região central da Flórida.

Disputas judiciais de última hora relacionadas às midterms também estão ocorrendo. Uma juíza federal de Washington suspendeu liminarmente iniciativas dos departamentos de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) e de Segurança Interna (DHS) para que fossem enviadas às autoridades eleitorais locais listas de supostos eleitores que não seriam cidadãos americanos e separadas cédulas para uma investigação mais aprofundada sobre esses votantes.

Na Califórnia, um colegiado de três juízes de um tribunal de apelações de San Francisco revogou na segunda-feira uma liminar que impedia o governo Trump de ameaçar autoridades eleitorais estaduais e locais com processos judiciais, caso não cumprissem exigências relacionadas ao voto de supostos não cidadãos. Porém, horas depois, o plenário do tribunal votou pelo restabelecimento da liminar.

Também na segunda-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um pedido do governo Trump para que fossem separadas 20 mil cédulas de votação na Califórnia que, segundo o DOJ, podem ter sido emitidas para pessoas que não são cidadãs dos Estados Unidos.

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