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Milei condena “socialismo assassino” e diz que Trump está “redesenhando a ordem mundial”

Trump e Milei em encontro na Casa Branca, em outubro: EUA e Argentina têm expandido cooperação em segurança nacional (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)

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O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que o governo de Donald Trump não tem como prioridade se apoderar do petróleo da Venezuela, mas "redesenhar a ordem mundial" e pediu o fim do "socialismo assassino" na Venezuela, Cuba e Nicarágua.

"É muito interessante porque Trump está redesenhando a ordem mundial, e nós paramos de pensar em termos de globalização e começamos a pensar em termos de geopolítica. E parte da discussão geopolítica é acabar com o socialismo assassino. Seja na Venezuela, em Cuba ou na Nicarágua", declarou Milei na noite de terça-feira (6) ao canal Neura.

O líder argentino fez uma separação do atual contexto político global e os acordos comércio entre os países, enfatizando que não pretende romper os laços da Argentina com a China.

Questionado sobre a intervenção dos EUA na Venezuela, Milei disse: "É estúpido quando falam em querer se apoderar do petróleo", acrescentando que, em todo caso, a relevância do controle do petróleo é "cortar o fornecimento aos comunistas".

"Todas essas pessoas que estão tão preocupadas com o petróleo da Venezuela não disseram uma palavra quando, por exemplo, Cuba o estava consumindo. Ou quando ia para o Irã e para os terroristas. É estranho", declarou o presidente, apontando que "o motivo pelo qual os EUA estão removendo Maduro da Venezuela é a relação com o narcotráfico".

Além disso, reiterou suas acusações contra o chavismo por suas "profundas ligações com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Podemos", por suposta interferência eleitoral na Argentina, Colômbia, México e Bolívia, e por suas "estratégias de intromissão e infiltração em países para gerar desestabilização".

Milei também reiterou suas acusações de que o regime venezuelano era financiado pelo narcotráfico, que estava envolvido em operações de lavagem de dinheiro e que tinha ligações com o Irã, o Hezbollah, o Hamas e grupos como o ELN e as FARC na Colômbia.

"É um estado narcoterrorista, que exporta terrorismo. Hoje, as facetas do terrorismo têm diferentes variações. E ele financia políticos, jornalistas, veículos de comunicação e empresários. É por isso que tantas pessoas estão preocupadas com o que está acontecendo na Venezuela", acrescentou.

Milei foi um dos primeiros líderes mundiais a expressar seu apoio, no sábado (3), ao ataque dos EUA à Venezuela e à captura do ditador Nicolás Maduro. A Argentina também defendeu enfaticamente a administração Trump na última segunda-feira (5) perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, argumentando que a ditadura da Venezuela representa uma ameaça direta tanto para o seu próprio país quanto para toda a região da América Latina.

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