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O presidente da Argentina, Javier Milei, que entre o final de julho e o início de agosto protagonizou uma troca de farpas com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a alfinetar o mandatário do país vizinho nesta terça-feira (22).
No X, Milei compartilhou um gráfico do déficit do governo federal brasileiro. O Orçamento de 2027 e o Anexo de Riscos Fiscais enviados pela gestão Lula ao Congresso em 31 de agosto prevê que a dívida pública chegará perto de 90% do PIB no ano que vem.
“Os progressistas locais (esquerdistas) querem apresentar essa política fiscal como o modelo a seguir... NÃO, OBRIGADO... Nunca contem comigo para esse absurdo... tivemos uma situação semelhante em 2001 e todos sabemos como terminou... Tchau!”, escreveu Milei, que tem promovido uma política fiscal de déficit zero, mencionando o ano que ficou marcado como símbolo da maior crise econômica da história argentina, ocorrida na virada do milênio.
Milei começou a fazer acusações de que o Brasil seria um dos responsáveis por uma campanha anti-Argentina após sua participação na convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, realizada em 25 de julho e na qual o aliado Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência.
Na ocasião, Milei chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de comentários que fizeram o Brasil rebaixar as relações entre os dois países, ao determinar que seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará à Argentina.
Em entrevista publicada em agosto pelo jornal argentino Clarín, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse que a normalização das relações com o país vizinho só ocorrerá se Milei parar as “agressões” contra Lula.







