
Ouça este conteúdo
Um militar da Força Aérea dos Estados Unidos foi indiciado nesta segunda-feira (24) por ter feito comentários críticos sobre o presidente Donald Trump, inclusive pedindo o impeachment do mandatário republicano.
Segundo informações da emissora CNN, o major Jason Watson enfrenta acusações de desobediência, com base no Código Uniforme de Justiça Militar, por alegações de que violou regulamentos do Departamento da Guerra que proíbem militares de se manifestarem a favor de causas partidárias; usou seu uniforme “indevidamente” em uma coletiva de imprensa no Capitólio; infringiu normas de licença ao viajar para Washington; se recusou a usar o uniforme para trabalhar na manhã seguinte a uma entrevista à CNN; e “conduta incompatível com a de um oficial”.
Antes do indiciamento, Watson havia sido preso duas vezes: em julho, após realizar um protesto contra Trump no Capitólio; e na semana passada, depois de ter criticado o presidente novamente, na entrevista à CNN.
“Não apenas ele [Trump] é um fracasso como presidente, como também está violando flagrantemente a Constituição, infringindo a lei, envolvido em corrupção desenfreada e matando americanos. E isso é inaceitável para mim”, disse Watson na ocasião.
Chris Mutimer, advogado de Watson, disse que o militar está “em confinamento solitário para sua própria segurança”.
“Ele realmente acredita em tudo o que diz respeito à nossa Constituição e ao que ela representa, bem como no juramento que prestou. Ele mantém sua posição de que fez isso para que outros não precisassem fazê-lo, e para compartilhar essa mensagem com qualquer pessoa que esteja com medo e se sinta sozinha”, afirmou o advogado.
Em post nas redes sociais em julho, o secretário da Força Aérea, Troy Meink, disse que todos os militares da corporação devem cumprir “todas as leis e políticas que regem a conduta pessoal, a participação política e o uso do uniforme”.
Os códigos americanos vetam a participação de militares da ativa em atividades políticas enquanto estiverem uniformizados e prevê punição por corte marcial para oficiais que profiram “palavras de desrespeito” contra o presidente e outras autoridades.







