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Violência

Ministros e mais 20 são mortos na Somália

Exercício militar com quenianos e ugandeses: separatistas e terroristas ameaçam nações africanas | Thomas Mukoya/Reuters
Exercício militar com quenianos e ugandeses: separatistas e terroristas ameaçam nações africanas (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
Veja onde fica a Somália |

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Veja onde fica a Somália

Três ministros do gabinete da Somália estavam entre os 23 mortos em um ataque à bomba no país realizado ontem. A violência ocorreu durante uma cerimônia de graduação em uma universidade local. Um porta-voz policial, coronel Abdilahi Hassan Barise, disse que os ministros da Edu­­ca­­ção, Educação Superior e da Saú­­de estavam entre os mortos. Mor­­reram 23 pessoas incluído o suicida que praticou o ataque e entrou no recinto vestido de mulher. Mais de 40 pessoas ficaram feridas.

A cerimônia marcava a gra­­duação de alunos de Medicina, Ciên­­cias da Computação e En­­genharia e ocorria no Hotel Sha­­mo de Mo­­gadiscio. Era a graduação da se­­gunda turma de profissionais formada na Somália desde 1991, quando o país mergulhou na anarquia. A primeira tur­­ma foi graduada no ano passado. O ataque gerou novas dúvidas sobre a capacidade de o fraco governo local controlar mesmo a pequena área de Mogadiscio onde atua.

Tropas africanas protegendo o governo travam batalhas quase diárias pelo controle de boa parte do centro e do sul do país. Entre os mortos estão muitos estudantes e professores, além de familiares dos estudantes que se graduavam.

"O que aconteceu hoje é um desastre nacional", afirmou o ministro da Informação, Dahir Mohamud Gelle, confirmando as mortes das autoridades. Os ministros de Esportes e Turismo ficaram feridos. Dos três ministros mortos, um era uma mulher, a titular da Saúde, Qamar Aden Ali. Os outros eram o ministro da Educação Superior, Ibrahim Has­­san Adow, e da Educação, Ahmed Abdullahi Wayel.

O secretário-geral da Organi­­zação das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse em comunicado que o atentado desfigurou "o que deveria ter sido um evento cheio de esperança para a So­­mália".

Um repórter do serviço de rádio do governo somali, Bashir Khalif, informou que dois funcionários da imprensa também morreram na explosão, um repórter de rádio e um câmera.

Dois outros jornalistas se feriram com gravidade, segundo ele. A emissora de televisão Al-Ara­­biya, da Arábia Saudita, disse que seu câmera na Somália, Hassan Zubeir, foi morto no ataque.

Nenhum grupo até o momento reivindicou o ataque, realizado por um homem disfarçado com roupas de mulher. O principal suspeito é o grupo Al-Shabab, que controla boa parte do país e tem vínculos com a Al-Qaeda. Em junho, o ministro de Segurança Nacional foi morto em outro ataque praticado por um suicida, que deixou 24 pessoas mortas.

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