Nova Iorque (EFE) O físico Gordon Gould, que contribuiu para a invenção do laser e lutou durante várias décadas para que sua contribuição fosse reconhecida, morreu na sexta-feira, em Nova Iorque, aos 85 anos informou ontem o jornal The New York Times. Em meados dos anos 50, ele elaborou algumas idéias em torno de como construir um aparelho que projetasse um intenso feixe de luz e que pudesse ser utilizado para soldar, cortar ou como fonte de calor. Denominou esse aparelho de LASER (light amplification by stimulated emissions of radiation). Gould lutou de forma impetuosa nos tribunais e no âmbito científico para que sua contribuição para este avanço fosse reconhecida.
A invenção do laser tem muitos "pais" por ser baseada numa variedade de idéias e fatos que se originaram em diferentes ramos da física e da engenharia, mas principalmente em fenômenos da física atômica e molecular que não podem ser explicados pela física clássica. Foi a aplicação da mecânica quântica de Einstein à eletrônica, que possibilitou o florescimento do que denominamos eletrônica quântica, área que se desenvolveu após a Segunda Guerra Mundial e que deu origem ao descobrimento de muitos dispositivos, a começar pelo transistor nos anos 40, culminando com a descoberta do laser.



