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Meio ambiente

Morre o cientista que denunciou o buraco da camada de ozônio

O cientista que ajudou a proteger a humanidade dos efeitos nocivos da radiação ultravioleta morreu no último sábado, com 84 anos, em casa, de complicações do mal Parkinson. Frank Sherwood Rowland, professor da Universidade da Califórnia, ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1995 ao explicar como os clorofluorcarbonetos (CFCs) - usado em aerossóis, desodorantes e outros produtos domésticos - atacavam a camada de ozônio da Terra.

Até então, o CFC era considerado ambientalmente seguro, sobretudo porque não era tido como tóxico. Usando como base a pesquisa do cientista Paul Crutzen, especialista em atmosfera, Rowland e Mario Molina, estudante de pós-doutorado, conseguiram calcular como o uso dos clorofluorcarbonetos aumentava o buraco na camada de ozônio.

"Se você acredita ter descoberto algo que pode afetar o meio ambiente, não é sua responsabilidade fazer algo a respeito?", perguntou Rowland em uma mesa de discussões sobre mudanças climáticas na Casa Branca, em 1997.

O buraco na camada ozônio aumenta a radiação ultravioleta e, assim, eleva o risco de câncer de pele. Por isso, o CFC foi banido pela ONU e permanece em desuso.

O decano da Universidade da Califórnia Kenneth Janda, lamentou a morte de Rowland, que deixa esposa, Joan, um filho e uma filha.

"Perdemos o nosso melhor amigo e mentor", disse Janda. "Ele salvou o mundo de uma grande catástrofe. E nunca vacilou em seu compromisso com a ciência, com a verdade e com a humanidade. Ele fez isso com graça e integridade."

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