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Perda

Morte de irmão caçula abre vazio político no clã dos Kennedy

Senador democrata era o último nome de peso de uma família que marcou a história recente dos Estados Unidos

O senador democrata Edward Kennedy: defensor de causas polêmicas, como a reforma do sistema de saúde | Brian Snyder/Reuters
O senador democrata Edward Kennedy: defensor de causas polêmicas, como a reforma do sistema de saúde (Foto: Brian Snyder/Reuters)
Conheça a trajetória de alguns dos membros da família Kennedy |

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Conheça a trajetória de alguns dos membros da família Kennedy

Washington - Morreu ontem, aos 77 anos, o senador Edward Moore Kennedy, pilar do Legislativo americano e caçula de um trio de irmãos de­­mocratas que deu um presidente, John Fitzgerald Kennedy, e um secretário da Justiça e pré-candidato à Casa Branca, Robert Ken­­nedy, ambos assassinados nos anos 60. Ted, como era conhecido pelo público, sofria de um tumor no cérebro, descoberto em 2008.

O senador deixa um vazio político na família Kennedy. Não há um herdeiro político óbvio para Ted. Ele queria que sua mulher Vicki o sucedesse, mas ela não quer entrar na política. Seu filho, o congressista Patrick Kennedy, não traz muito da mística dos Kennedy. E sua sobrinha Caroline, filha de John, fracassou em sua tentativa de ser indicada para a vaga de Hillary Clinton no Se­­nado.

Em seu oitavo mandato representando o Estado de Massa­­chu­­setts, Ted Kennedy era o principal nome da ala progressista do Par­­tido Democrata no Congresso e o terceiro mais longevo do Senado, com 46 anos de Casa. À sua liderança e iniciativa são atribuídas importantes vitórias em leis aprovadas sobre direitos civis, mas também salário mínimo, sistema de saúde pública e direitos dos imigrantes.

A mais recente foi a Lei Sirva a América, que dobra o número de voluntários federais e leva seu nome, cuja cerimônia de assinatura marcou uma de suas últimas aparições em público, em abril. É dele também o esboço da polêmica reforma do sistema de saúde pública dos EUA, que vem merecendo defesa apaixonada de Ba­­rack Obama, mas dividiu o país e segue empacada no Congresso.

"Coração partido"

O presidente interrompeu suas férias na ilha de Martha’s Vine­­yard, no Estado natal do senador, para lamentar a morte do amigo, que chamou de "um dos melhores senadores da história’’.

Depois de dizer que a sobrevida do senador após o diagnóstico permitiu que amigos e parentes se despedissem dele, luxo que não tiveram os dos irmãos John, assassinado em 1963, em seu terceiro ano de mandato, e Robert, morto a tiros em 1968, quando concorria à indicação democrata, Obama disse que "o extraordinário bem que ele fez prosseguirᒒ.

"Por cinco décadas, virtualmente todas as grandes leis para o progresso dos direitos civis, saúde e bem-estar econômico do po­­vo americano traziam seu nome e foram resultado de seus esforços’’, disse Obama.

Dois senadores, um republicano e um democrata, choraram na tribuna ao relembrar o amigo, que não desfrutou de tamanha unanimidade em vida. Ted Ken­­nedy morre sem ver concluída o que chamava de "causa da minha vida’’: a reforma da saúde pública dos EUA.

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