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Morte

Mulher de Tito, primeira-dama da Iugoslávia morre aos 88 anos

Jovanka Broz era 32 anos mais nova que Tito, que morreu em 1980. Desde então, ela vivia isolada numa casa em Belgrado, capital da Sérvia

Nesta foto de maio de 1995, Jovanka Broz deixa flores no túmulo do marido Tito | Reuters/Arquivo
Nesta foto de maio de 1995, Jovanka Broz deixa flores no túmulo do marido Tito (Foto: Reuters/Arquivo)

Jovanka Broz, que, durante três décadas, foi a mulher de Tito e primeira-dama da antiga Iugoslávia, morreu neste domingo (20) em um hospital da capital da Sérvia, Belgrado. A TV estatal RTS disse que ela morreu de problemas cardíacos com 88 anos.

Desde a morte de Josip Broz Tito, em 1980, Jovanka vivia esquecida e isolada numa casa aos pedaços em Belgrado sem passaporte ou carteira de identidade. Nascida na Croácia, Broz foi enfermeira na Segunda Guerra, secretária pessoal de Tito e sua terceira mulher a partir de 1952.

Tito era 32 anos mais velho que ela e presidiu a federação de 22 milhões de pessoas durante a Guerra Fria. Diferentemente de outros líderes sisudos do bloco comunista, Tito e a sua mulher viviam com glamour. O ex-governante morreu três dias antes de completar 88 anos. O seu funeral reuniu estadistas do Leste e do Oeste, incluindo a britânica Margaret Thatcher e o soviético Leonid Brezhnev.

Sua mulher já havia sido tirada dos olhares públicos no fim dos anos 1970, à medida que a elite do partido ficava cada vez mais suspeita da sua influência sobre o idoso marido. Logo depois do funeral de Tito, as autoridades confiscaram as propriedades e pertences do casal e colocaram Jovanka praticamente em prisão domiciliar numa casa dilapidada do governo em Belgrado.

Em 2006, depois de um apelo público da irmã de Broz, o governo da Sérvia consertou o telhado e reconectou o aquecimento na casa da antiga primeira-dama. Em 2009, ela conseguiu um passaporte sérvio. Foi vista uma vez no mausoléu de Tito num aniversário da morte do marido.

Numa entrevista a um jornal sérvio, ela absolveu marido de responsabilidades pelo isolamento que sofreu ainda no fim do governo Tito. "Tito me amou até a morte", disse ela. De acordo com o jornal, ela queria ser enterrada ao lado do marido.

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