As metas atuais de redução das emissões de carbono levarão o mundo a um aquecimento global de 3,5ºC, superando muito o teto de 2ºC estabelecido pelas Nações Unidas, alertaram ontem cientistas durante as negociações climáticas de Durban.
Segundo os pesquisadores, as emissões de gases estufa, aprisionadores de calor, estão aumentando tão rapidamente que os governos têm poucos anos para evitar enormes ajustes para respeitar a meta de 2ºC, estabelecida pela ONU.
"Os compromissos atuais encaminham-se para uma tendência global de emissões que levará o aquecimento à marca de 3,5º C", segundo estimativa publicada por um consórcio de pesquisadores alemães. O mundo está em um "caminho de alto aquecimento, alto custo e alto risco".
O documento, compilado por cientistas da Climate Analytics e da Ecofys, empresas alemãs especializadas em dados de carbono, foi publicado às margens da Conferência Climática da ONU, que reúne 194 países em Durban, África do Sul.
A meta de 2º C foi estabelecida na conturbada Cúpula de Copenhague em 2009 e acertada no ano passado, em Cancún, juntamente com uma meta, menos factível, de 1,5ºC. Acompanhando estes objetivos está uma lista de compromissos de países sobre o que eles pretendem fazer para conter suas emissões. Esta foi a primeira vez em que todos os países foram persuadidos a declarar ações específicas para controlar suas emissões de carbono. Mas as medidas não são subordinadas a qualquer regime de conformidade e não estão previstas penalidades caso não sejam cumpridas.







