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Musk ironiza contagem de votos em meio à eleição apertada no Peru: “Fraude leva tempo”

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O empresário Elon Musk, dono do X e da SpaceX. (Foto: ALEXANDER BECHER/EFE/EPA)

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O empresário Elon Musk, dono do X e CEO da Tesla e SpaceX, ironizou nesta segunda-feira (8) a contagem de votos no Peru em meio à disputa apertada entre a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez pela Presidência do país.

Ao comentar uma postagem que afirmava que o Peru havia conseguido contar manualmente mais de 90% dos cerca de 27 milhões de votos durante a noite, Musk disse que isso ocorreria porque “fraudes em larga escala levam tempo”.

A manifestação do bilionário ocorre enquanto a eleição presidencial peruana segue indefinida. Segundo os mais recentes dados da apuração divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 94,785% das atas contabilizadas, Sánchez aparece com 50,08% dos votos, contra 49,9% de Fujimori. A diferença até o momento entre os dois é de 30.612 votos.

A contagem dos votos no exterior, porém, ainda está no início. Segundo o ONPE, apenas 5,6% das atas de votos no exterior foram contabilizadas até o momento, com Fujimori à frente nesse recorte, com 56,7% dos votos, contra 43,2% de Sánchez. A disputa permanece apertada e ainda não há vencedor oficial.

Informações da imprensa local citam que a proclamação oficial do resultado pode levar dias ou até semanas, devido ao processo de contagem, à análise de atas pendentes e ao voto dos peruanos no exterior.

Musk utilizou a eleição no Peru para fazer um paralelo ao caso dos EUA, onde ele afirma que as eleições futuras podem ser fraudadas caso não ocorra mudanças nas regras eleitorais dos estados para obrigar cidadãos a apresentar documentos oficiais para votar.

A reação de Musk ocorre poucos dias depois de o Senado dos Estados Unidos rejeitar o chamado “SAVE America Act”, projeto de lei apoiado pelo governo Donald Trump que exigia comprovação documental de cidadania americana e identificação com foto para votar. O texto era defendido por republicanos como forma de reforçar a segurança eleitoral, enquanto críticos vinculados ao Partido Democrata afirmavam que a medida poderia dificultar o acesso de eleitores sem documentos disponíveis.

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