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Regime chavista

Na mira dos EUA, Venezuela anuncia libertação de diversos jornalistas detidos arbitrariamente

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Ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. (Foto: EFE/Rayner Peña R)

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O regime da Venezuela anunciou nesta quarta-feira (14) a libertação de diversos jornalistas e trabalhadores da imprensa que haviam sido detidos arbitrariamente no país nos últimos anos. Ao todo, ao menos 15 jornalistas foram soltos, entre eles o jornalista e ativista opositor Roland Carreño, segundo informações divulgadas pelo Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) e pelo Colégio Nacional de Jornalistas (CNP).

De acordo com o SNTP, as libertações fazem parte do processo gradual de libertação de presos políticos iniciado após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Segundo o sindicato, os jornalistas haviam sido detidos arbitrariamente em diferentes momentos, principalmente após as eleições presidenciais de 2024, fraudadas pelo chavismo.

Segundo o SNTP e o CNP, entre os jornalistas libertados estão, além de Carreño, nomes como Nicmer Evans, Ramón Centeno, Carlos Marcano, Víctor Ugas, Leandro Palmar, Belices Cubillán, Julio Balza, Nakary Mena, Gianni González, Carlos Julio Rojas, Rafael García Márvez e Luis López.

Conforme relatado pelo próprio Roland Carreño em vídeo divulgado nas redes sociais, a libertação ocorreu nas primeiras horas desta manhã. O jornalista afirmou que espera que o processo de soltura de presos políticos ocorra “até que não reste nenhum preso político no país”.

“Não é bom nem saudável para um país manter presos por motivos políticos”, declarou Carreño, que reforçou estar vivendo neste momento “fortes emoções”.

Entidades de defesa da liberdade de imprensa destacam que, apesar das libertações anunciadas, outros jornalistas e trabalhadores da comunicação ainda permanecem detidos na Venezuela. Segundo registros do CNP e do SNTP, ao menos seis jornalistas e comunicadores seguem presos em diferentes unidades prisionais do país.

O anúncio ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos, que acompanham de perto a situação da Venezuela após a operação do último dia 3. Autoridades americanas classificaram as libertações de presos políticos como um “passo na direção correta”, mas reforçaram que aguardam a libertação total dos remanescentes.

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