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Semana Santa

Na missa de Páscoa, Leão XIV condena a indiferença diante do sofrimento do mundo

Papa Leão XIV: a Páscoa como convite à esperança e ao cuidado com os mais frágeis
Papa Leão XIV: a Páscoa como convite à esperança e ao cuidado com os mais frágeis (Foto: EFE/EPA/Vatican Media)

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Em sua primeira Semana Santa à frente da Igreja, o Papa Leão XIV aproveitou a missa de Páscoa, neste domingo (5), para transmitir uma mensagem clara: em um mundo marcado por conflitos e injustiças, ainda há esperança — mas ela exige atitude.

Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice descreveu um cenário preocupante. Falou de uma realidade em que a violência avança, os mais fracos são esquecidos e o egoísmo ganha espaço.

Leão XIV criticou o que chamou de “idolatria ao lucro” e apontou para seus efeitos mais nocivos: exploração, desigualdade e guerra. “A morte está sempre à espreita”, afirmou, explicando que ela se manifesta no egoísmo, na opressão aos pobres e na indiferença diante dos mais frágeis.

“Nós vemos a morte na violência e nas feridas do mundo, no grito de dor que se eleva por toda parte”, acrescentou. Para o papa, a indiferença diante do sofrimento alheio agrava ainda mais esse quadro.

Ainda assim, o centro da mensagem foi a Páscoa como resposta para esse cenário. O pontífice destacou que a ressurreição de Cristo representa uma esperança real, capaz de alcançar até mesmo as situações mais difíceis da vida.

“Hoje precisamos deste canto de esperança”, disse, ao afirmar que a ressurreição pode tocar o homem mesmo “nos abismos da morte”.

Após a missa, o papa fez um apelo direto contra a normalização da violência. Disse que o mundo se acostumou à guerra e à morte — uma postura que deve ser revertida.

E, ao falar para líderes e autoridades, foi enfático: é preciso escolher a paz. Não uma paz imposta pela força, mas construída por meio do diálogo e da responsabilidade.

O pontífice também anunciou uma vigília de oração pela paz no próximo sábado (11), convidando fiéis do mundo inteiro a se unirem em um gesto concreto de fé. “Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração”, pediu.

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