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América Central

Náufrago é recebido por políticos e jornalistas no retorno a El Salvador

O pescador José Salvador Alvarenga diz ter ficado à deriva por 13 meses no Oceano Pacífico

José Salvador Alvarenga chegou em uma cadeira de rodas a um hospital em San Salvador | EFE/Roberto Escobar
José Salvador Alvarenga chegou em uma cadeira de rodas a um hospital em San Salvador (Foto: EFE/Roberto Escobar)

O náufrago salvadorenho José Salvador Alvarenga, 37 anos, que era pescador no México e diz ter ficado à deriva por 13 meses no Oceano Pacífico, voltou na noite de terça-feira (11) para o seu país, depois de ter sido resgatado nas Ilhas Marshall, a cerca de 10,8 mil km de distância, em 30 de janeiro.

Após uma viagem de quase dois dias, com escalas no Havaí e em Los Angeles, ele foi recebido em El Salvador por familiares, o ministro das Relações Exteriores, Jaime Miranda, e a vice-ministra da Saúde, Violeta Menjívar, entre outras personalidades.

Chegou em uma cadeira de rodas, pois, segundo informou um membro da chancelaria de El Salvador, tinha os pés muito inchados.

Dezenas de jornalistas também o esperavam no local, mas, emocionado, Alvarenga não deu entrevistas.

Sem ajuda

Após visitá-lo no hospital para onde foi levado para exames, a ministra da Saúde do país, María Isabel Rodríguez, contou que o salvadorenho disse que vários barcos lhe negaram ajuda quando estava em alto-mar.

"Ele nos disse que viu passar vários barcos, inclusive perto dele. Disse que pediu auxílio, mas que as embarcações não o atenderam", afirmou ela no hospital San Rafael, em Santa Tecla, perto de San Salvador, onde o náufrago deveria permanecer sob observação por 48 horas.

Segundo a ministra, o pescador está em boas condições físicas, mas tem "problemas psicológicos de adaptação" e chora com facilidade.

Urina

Ao ser resgatado, Alvarenga disse que sobreviveu comendo peixes, aves e tartarugas. Ele também bebeu a própria urina, além de água da chuva e sangue de tartarugas.

Ele diz que seu companheiro mexicano morreu dias após uma tempestade ter atingido a embarcação de sete metros de comprimento, que ficou à deriva.

No México, familiares do colega de Alvarenga querem explicações sobre a morte do jovem.

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