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A plataforma LSEG Shipping que monitora o transporte marítimo global e o fluxo de commodities em tempo real reportou nesta quinta-feira (29) que o navio cargueiro Leruo, que transportava diesel russo e que tinha como destino o porto de Manaus, no Norte do Brasil, mudou seu destino para a "costa atlântica sob encomenda".
A mudança na rota ocorre em meio à flexibilização parcial das restrições russas à exportação de diesel. Em 10 de outubro, o Kremlin autorizou novos embarques do combustível ao exterior, após o ditador Vladimir Putin chegar a um acordo com o presidente americano, Donald Trump, para retomar o fornecimento aos mercados dos Estados Unidos e global.
O acordo, feito um mês antes das eleições americanas de meio de mandato, conhecidas como midterms, visava dar fôlego ao Partido Republicano de Donald Trump, que tem sido alvo de críticas pela alta do petróleo e combustível no país. No acordo entre os representantes russo e americano, também foram suspensas temporariamente sanções da Casa Branca ao fornecimento de combustível russo, mesmo os embargos europeus a essas mesmas importações tendo permanecido em vigor.
No último dia 15, a Rússia declarou que o diesel nacional havia começado a abastecer os mercados globais.
Dados da LSEG e de uma outra plataforma semelhante, a Kpler, dão conta de que pelo menos dois navios-tanques com diesel estavam se dirigindo para a Turquia e o Brasil — destinos considerados tradicionais.
Um deles, o Leruo, que partiu de Primorsk, cidade costeira que abriga o segundo maior porto russo no Báltico, depois de São Petersburgo, sinalizava Manaus como destino.
De acordo com o jornal britânico Financial Times, o Leruo foi um dos que teve como destino final os EUA, citando como fonte a plataforma de rastreamento Marine Traffic.
Entretanto, a LSEG sinaliza que seu destino final não estava claro, sinalizando que o Leruo navegou pelo Mar do Norte, alterando seu sinal para "Costa Atlântica para ordens".



