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política

As faces do poder, na visão de George W. Bush

Um Vladimir V. Putin com semblante duro observa friamente, com olhar ameaçador e sem piedade.

Tony Blair olha para a frente, sóbrio e resoluto. Hamid Karzai, com seus tradicionais quepe e capa verdes, olha para o lado, como se estivesse espreitando o Talib㠖 ou talvez os Estados Unidos. O Dalai Lama com olhar sereno, Stephen Harper jovial, e Jiang Zemin cruel.

A galeria mais distinta de líderes mundiais estreou em Dallas no dia 5 de abril, incluindo uma série de rostos famosos na forma como são vistos pelo ex-presidente dos EUA e notável pintor amador, George W. Bush.

"Passei muito tempo fazendo diplomacia pessoal, e fiz amizade com alguns líderes", afirmou Bush em um vídeo produzido pelo History Channel, exibido aos visitantes do Centro Presidencial George W. Bush, no campus da Southern Methodist University. "Aprendi sobre suas famílias e sobre as coisas de que gostam e de que não gostam, ao ponto de me sentir confortável para pintá-los".

Bush começou a pintar há apenas dois anos. Depois de brincar com o aplicativo de desenhos do iPad, ele começou a fazer aulas com Gail Norfleet, uma importante pintora de Dallas.

Se Bush tem "um Rembrandt preso no corpo", conforme ele gosta de brincar, ele ainda não foi completamente libertado. Ele reconhece no vídeo que "a assinatura vale mais que o quadro".

"As pinturas são um pouco primitivas e amadoras, e é justamente assim que me lembro dele na presidência", afirmou Paul Chan, um artista que vive em New York. Robert A. Anderson, colega de Bush em Yale, que o retratou duas vezes, foi um pouco mais generoso: "Ele ainda tem muito pela frente se estiver tentando revelar seu Rembrandt, mas tem paixão e disciplina o bastante para chegar lá.

Muitos dos líderes que pintou eram seus amigos: Blair, o ex-primeiro ministro inglês; Junichiro Koizumi do Japão, Angela Merkel da Alemanha, John Howard da Austrália e Nicolas Sarkozy, da França. Alguns ele admirava, como o Dalai Lama ("um homem muito doce, que pintei com a maior doçura que pude"), e Ellen Johnson Sirleaf, da Liberia ("extremamente determinada, pintei-a como a líder forte que é").

Com os demais ele tinha relações complicadas, como com Karzai, do Afeganistão, Jiang, da China, Silvio Berlusconi, da Itália, Jacques Chirac, da França e Pervez Musharraf do Paquistão. Além, é claro, de Putin, o "amigo-inimgo" que entrou em um confronto tenso com o presidente Obama em relação à anexação da Crimeia por parte da Rússia, assim como com Bush, em torno da guerra da Geórgia, em 2008.

Bush também incluiu um autorretrato e um retrato de seu pai, de 89 anos, o ex-presidente George Bush, que aparece de bochechas rosadas e olhos vivos.

O jovem Bush afirmou que a lição de sua incursão no mundo das artes é a de que sempre é possível começar de novo. "Cachorros velhos também aprende novos truques", afirmou. "Espero continuar pintando até morrer. E fico me perguntando qual será a cor da minha última pincelada, aquela que vai me levar para o túmulo".

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