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Arte e Design

Coleção rememora arquitetura americana

As 1.200 construções em miniatura de Steven Burke  compilam o passado dos Estados Unidos | Robert Rausch para The New York Times
As 1.200 construções em miniatura de Steven Burke compilam o passado dos Estados Unidos (Foto: Robert Rausch para The New York Times)
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Poucas pessoas sabem como descrever a coleção de Steven Burke e Randy Campbell.

Burke, 66, gosta de dizer que são construções de arte folclórica americana. Mas já houve pessoas que descartaram as estruturas miniaturizadas como uma arte menor, feita por hobby.

É difícil não ter uma reação emocional diante das cerca de 1.200 miniconstruções expostas aqui: as igrejinhas com suas torres altas, as lojas pitorescas e antiquadas, os boliches tradicionais, os teatros em estilo Art Deco, as rodas-gigantes e as casinhas de fazenda, todos feitos à mão, muitos no final do século 19.

"Todo mundo adora", disse Burke, que é aposentado.

Algumas das miniaturas foram construídas com esmero; outras são mais grosseiras, feitas de materiais reciclados como latas de alimentos ou macarrão cru. Algumas são réplicas de monumentos nacionais; outras são versões criativas de construções tradicionais, como as "drugstores" americanas.

Anne-Imelda Radice, diretora-executiva do Museu de Arte Folclórica Americana, em Manhattan, ficou espantada quando viu a coleção pela primeira vez, no livro "American Folk Art Buildings", autopublicado por Burke no ano passado. "É como uma história da arquitetura americana", comentou. Ela espera que a coleção seja mostrada ao público.

"As pessoas vão enlouquecer."

Algumas das estruturas podem ter sido construídas para acompanhar trenzinhos modelos, disse Burke, e algumas são cópias feitas à mão de um edifício Lionel produzido em massa na década de 1930. Mas a grande maioria das construções não tem registro de origem ou qualquer outro. Burke contou que adquiriu algumas das casinhas por menos de US$ 5 cada uma, mas já gastou alguns milhares de dólares por uma estrutura especialmente singular. As construções custaram US$ 500 cada uma, em média, segundo ele.

A coleção começou de modo simples quase três décadas atrás, quando Burke se deparou com sua primeira casinha de arte folclórica. As construções o lembraram de sua infância em Londres, na década de 1950, quando seu pai era adido da embaixada americana e Burke gostava de espalhar trenzinhos e vilarejos de brinquedo sobre os tapetes persas da residência familiar.

Quem entra na casa de Burke e Campbell, de 280 metros quadrados, fica maravilhado. Uma réplica da casa onde Thomas Alva Edison passou sua infância, em Milan, Ohio, é revestida de selos postais dourados, vermelhos, azuis e verdes, mas, de longe, dá a impressão de ser de tijolinhos aparentes.

Catherine Sweeney Singer, diretora-executiva de Winter Antiques Shows de Nova York e Filadélfia, é convidada frequente na casa de Burke e Campbell. "Sempre que penso na coleção deles, volto à infância", diz.

Burke e Campbell estão se esforçando para reconstruir a história de suas miniaturas, fazendo buscas em registros genealógicos e recortes de jornais antigos. Para eles, o maior mistério é o que pode ter levado as pessoas a se desfazer de algo tão pessoal.

"Se você tivesse uma miniatura assim em sua família, nunca abriria mão dela", disse Burke.

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