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Dispositivos para um lar inteligente ainda não encantam economicamente

Dustin Bond cortou sua conta de luz no verão passado em cerca de 40 por cento usando sensores e software de um termostato digital. | Kim Raff/ The New York Times
Dustin Bond cortou sua conta de luz no verão passado em cerca de 40 por cento usando sensores e software de um termostato digital. (Foto: Kim Raff/ The New York Times)

Dustin Bond cortou sua conta de luz no verão passado em cerca de 40 por cento graças a um termostato digital em sua casa em Utah.

Seu termostato Nest monitora a temperatura de dentro e de fora da casa e as idas e vindas da família, oferece sugestões de economia de energia e envia notificações para um aplicativo de smartphone. A história de Bond parece a prova de um futuro energético brilhante possibilitado pelos novos dispositivos da era da internet com a chamada casa inteligente.

Mas sua experiência também indica um impacto incerto da transformação digital de aparelhos como termostatos e lâmpadas sobre o consumo de energia.

“Para mim, não é importante economizar alguns dólares na conta de luz, mas o funcionamento é muito legal”, disse Bond.

A promessa de economia de energia da casa inteligente enfrenta desafios de adoção e custos, como mostra o dispositivo da Nest.

Uma pesquisa independente que estudou centenas de famílias e milhares de pessoas em grupos de controle apontou uma economia de energia significativa — uma média entre 7 e 17 por cento no aquecimento a gás e no resfriamento elétrico. Porém, o total de gás e energia elétrica usado por uma família teve uma redução entre 2 e 8 por cento.

Uma economia útil, mas provavelmente uma redução na conta mensal que não é suficiente para garantir uma mudança. Há também o custo dessa mudança. Os termostatos convencionais custam uma fração dos US$249 cobrados pelo dispositivo da Nest.

Porém, o maior benefício da nova tecnologia doméstica pode estar além da casa, pois contribui com o ecossistema da eficiência energética. Com a economia de energia em várias casas ao mesmo tempo haverá uma redução do consumo que possibilitará menos geração elétrica. A usina de energia mais limpa e mais barata imaginável é aquela que nunca foi construída.

“Se você puder mudar a carga por algumas horas em um dia de verão, esse é um grande negócio para as empresa geradoras”, disse Jonathan Koomey, do Centro Steyer-Taylor de Política Energética e Finanças na Universidade Stanford, na Califórnia. “Lá, é onde haverá uma maior economia.”

Produtos domésticos inteligentes incluem câmeras de vigilância por vídeo, sistemas de segurança de detecção de movimento, fechaduras, controles para abertura da porta da garagem, persianas automatizadas, alto-falantes estéreo e balanças de banheiro.

O que define a indústria de dispositivos domésticos inteligentes é que esses produtos podem normalmente ser monitorados à distância e controlados a partir de um aplicativo no smartphone ou no tablet.

Keith Friedlander comprou uma central Wink, um aplicativo de smartphone que se comunica com diferentes dispositivos, e lâmpadas de LED no ano passado e sofreu para fazer o software e os dispositivos se comportarem. Segundo Brett Worthington, gerente geral da Wink, ainda é “muito difícil de configurar e usar”.

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