O exército da Nigéria negou nesta quinta-feira que sete franceses sequestrados na última terça-feira em Camarões tenham sido libertados e supostamente levados a uma cidade nigeriana, depois que veículos de imprensa franceses informarm que os reféns tinham sido postos em liberdade.
O porta-voz da Força de Ação Conjunta (JTF, na sigla em inglês) do exército nigeriano na cidade de Maiduguri, tenente-coronel Sagir Moussa, afirmou à Agência Efe que os franceses "não foram libertados".
"Se houver alguma novidade sobre o caso, informaremos à imprensa", acrescentou Musar, sem dar mais detalhes.
Os reféns - três adultos e quatro crianças - são membros da mesma família, e foram sequestrados quando visitavam um parque natural de Camarões, na terça-feira, aparentemente pelo grupo radical islâmico Boko Haram ou sua rede afiliada Ansaru, embora ninguém tenha reivindicado a ação criminosa.
Segundo as fontes militares citadas pela imprensa francesa, eles foram localizados "em uma casa" na cidade de Dikwa, na Nigéria, a mais de 100 quilômetros da fronteira com Camarões.
O vice-ministro de Ex-Combatentes da França, Qadeer Arif, confirmou essa informação durante uma sessão parlamentar na Assembleia Nacional, mas pouco depois retificou e afirmou que "por enquanto (...) não há confirmação oficial".
Boko Haram, cujo nome significa "a educação não islâmica é pecado", luta para instaurar a lei islâmica ("sharia") no norte da Nigéria, de maioria muçulmana - o sul do país é predominantemente cristão



