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Ambicioso plano

Obama tenta tomar controle em debate sobre reforma da saúde

Presidente concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira. Pesquisas mostram queda na popularidade do mandatário norte-americano

Presidente Barack Obama é questionado por jornalistas em coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington | Jim Young / Reuters
Presidente Barack Obama é questionado por jornalistas em coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington (Foto: Jim Young / Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou retomar o controle do debate sobre a reforma do setor de saúde do país nesta quarta-feira (22) e evitou permitir que seu ambicioso plano empaque em meio às discordâncias no Congresso.

Obama concedeu entrevista coletiva durante o horário nobre da televisão norte-americana num momento em que a lua-de-mel após a posse parecia estar chegando ao fim.

Várias pesquisas mostram queda na aprovação ao presidente e que cada vez mais norte-americanos começam a ter dúvidas sobre as prescrições dele para a economia e para a saúde.

Eles estão preocupados que o plano de estímulo econômico de 787 bilhões de dólares não ajudou a economia e estão chocados com o gigantesco custo da reforma da saúde, de 1 trilhão de dólares.

O objetivo de Obama no evento na Casa Branca é de assegurar aos norte-americanos que seu plano melhorará o sistema atual, pode ser sustentado e não ampliará o déficit orçamentário do país.

Na declaração de abertura da entrevista, Obama disse que a saúde geral da economia depende do estancamento no crescimento dos custos com saúde, que respondem por 17,6 por cento do Produto Interno Bruto.

"É por isso que eu disse que mesmo que resgatemos essa economia da crise, temos que reconstruí-la para que seja mais forte do que antes. E a reforma no sistema de saúde é central nesse esforço", disse.

Obama insistiu que o momento para a reforma é favorável, apesar de sinais de tensões no Congresso, e acrescentou que os parlamentares estão próximos de um acordo para reduzir os custos do plano.

"Estamos agora vendo um amplo acordo graças ao trabalho que foi feito nos últimos dias. Então, mesmo que ainda tenhamos algumas questões a serem resolvidas, o que mais impressiona neste momento não é o quanto ainda temos que percorrer, mas o quanto já percorremos", afirmou.

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