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América Latina

OEA analisará disputa entre Caracas e Bogotá

Sessão extraordinária está prevista para quinta-feira no Conselho Permanente da OEA para avaliar a denúncia colombiana sobre a presença de guerrilheiros na Venezuela

Álvaro Uribe: pedido de ajuda a outros países para intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil | Fredy Amariles/Reuters
Álvaro Uribe: pedido de ajuda a outros países para intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil (Foto: Fredy Amariles/Reuters)

O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) analisará em sessão extraordinária na próxima quinta-feira a denúncia da Colômbia sobre a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela, informou Bogotá. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rejeitou as denúncias, convocou o embaixador do país na Colômbia para consultas e ameaçou romper de vez os estremecidos laços com o governo de Álvaro Uribe.

Uribe pediu ontem a convocação de uma sessão extraordinária para examinar a presença de comandantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território do país vizinho. O governo colombiano exibiu um vídeo que provaria a presença dos guerrilheiros no país vizinho.

Uribe afirmou que a informação foi discutida, de forma particular, em reuniões privadas dos presidentes. Ele deixa claro ainda em comunicado que já pediu para outros países ajudarem a intermediar o diálogo com Caracas, entre eles a Espanha, Cuba e o Brasil.

O comunicado assinala também que, segundo foi acordado na reunião de Cancún de 22 de fevereiro de 2010, os dois governos aceitaram a facilitação, acompanhados pelo Brasil, México e República Dominicana.

De acordo com o texto, o presidente dominicano, Leonel Fernández, chegou a ir à fronteira entre Colômbia e Venezuela para tratar do assunto, mas sua ação "foi desautorizada pelo governo da Venezuela".

Em resposta à denúncia, Hugo Chávez convocou seu embaixador em Bogotá, negou as acusações, exigiu provas e afirmou que o líder colombiano é "mafioso".

Chávez indicou que as acusações de Uribe constituem um obstáculo a qualquer iniciativa do presidente eleito na Colômbia, Juan Manuel Santos, de tentar retomar as relações bilaterais entre os dois países.

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