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Angela Merkel, chanceler em exercício da Alemanha, recebe flores do ministro das Finanças em exercício, Olaf Scholz, durante reunião semanal de gabinete em Berlim, 24 de novembro
Angela Merkel, chanceler em exercício da Alemanha, recebe flores do ministro das Finanças em exercício, Olaf Scholz, durante reunião semanal de gabinete em Berlim, 24 de novembro| Foto: EFE/EPA/MICHELE TANTUSSI / POOL

Olaf Scholz deve suceder Angela Merkel como chanceler da Alemanha, após ter conseguido formar uma aliança sem precedentes entre sociais democratas, verdes e liberais, segundo anúncio divulgado nesta quarta-feira (24).

Após dois meses de negociações, o Partido Social Democrata (SPD) de Sholz, de centro-esquerda, anunciou que irá apresentar o seu acordo com o Partido Verde e o Partido Democrático Liberal (FDP) nesta quarta-feira. Os detalhes da coalizão serão divulgados durante uma entrevista coletiva com os líderes dos três partidos às 15 horas em Berlim (11 horas em Brasília).

A aliança marca o fim da era Merkel, que ocupou o cargo de chanceler da Alemanha por quatro mandatos, totalizando 16 anos. Ela permanecerá como primeira-ministra em exercício até que o novo governo seja formalmente aprovado em votação no Parlamento, o que deve ocorrer em duas semanas.

As negociações entre os três partidos, que têm visões divergentes sobre várias questões, foram longas e complicadas. Durante a coletiva desta tarde, serão anunciados os nomes que ocuparão os principais ministérios, incluindo o das Finanças, a pasta mais cobiçada pelos dois partidos menores.

Os três partidos começaram a negociar desde a eleição de 26 de setembro, vencida pelo SPD por uma pequena margem, e continuaram a debater a formação do novo governo até o último minuto.

Foram divulgados poucos detalhes das conversas a portas fechadas. Um acordo preliminar publicado no mês passado indica que a Alemanha vai adiantar o prazo para o fim do uso de carvão para energia de 2038 para 2030, além de ampliar o uso de energias renováveis.

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