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Chavismo

Na OMC, Venezuela eleva o tom contra os EUA e fala em violação do direito internacional

A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em reunião de gabinete em Caracas na quarta-feira passada (21) (Foto: Daniela Millan/Setor de Imprensa do Palácio de Miraflores/EFE)

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A delegação da Venezuela perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) acusou nesta terça-feira (27) os Estados Unidos de contribuírem, por meio de sua estratégia de segurança, para a “fragmentação do comércio global e do direito internacional”, citando como exemplo a operação militar em território venezuelano, em 3 de janeiro, quando o ditador Nicolás Maduro foi capturado.

De acordo com a agência EFE, o pronunciamento venezuelano ocorreu na sessão mensal do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, no contexto de um debate que se arrasta há anos na organização: a recusa dos Estados Unidos em nomear juízes para o Órgão de Apelação, a última instância do sistema de resolução de disputas comerciais da entidade.

A delegação da Venezuela alegou que a paralisia desse órgão tem sido utilizada para permitir o uso de medidas unilaterais que violam a lei internacional e comprometem a soberania das nações.

A representação do país sul-americano acrescentou ainda que a Venezuela se opõe à ideia de substituir um sistema baseado em regras por outro em que prevaleça o uso da força.

A manifestação ocorre dois dias depois da ditadora interina Delcy Rodríguez ter afirmado que “já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela”.

“Que seja a política venezuelana que resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras”, disse a ditadora.

Apesar desse discurso, o presidente americano, Donald Trump, tem preterido a líder oposicionista María Corina Machado e apoiado a permanência de Rodríguez no poder, sob o argumento de que a Venezuela poderia se tornar um foco de terrorismo como o Iraque após a queda de Saddam Hussein, caso o regime chavista seja derrubado subitamente.

Na semana retrasada, o presidente americano chamou a ditadora interina de “pessoa fantástica” e nesta segunda-feira (26) agradeceu ao regime venezuelano por “libertar seus presos políticos em ritmo acelerado, ritmo esse que aumentará ainda mais no próximo período de tempo”.

Porém, segundo a ONG Foro Penal, até ontem apenas 266 dos 806 presos políticos na Venezuela haviam sido libertados.

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